Domingo, Maio 26, 2024
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“Não há como vender uma operação charter a partir de Beja”

Duarte Correia, representante e managing director do grupo W2M em Portugal, defende que a realização de voos charter à partida do aeroporto de Beja “está fora de questão”. “Não há como vender uma operação charter a partir de Beja, porque a acessibilidade, acima de tudo, é difícil”, afirma o responsável do grupo em Portugal que detém os operadores Icárion e Newblue, este último com operação charter.

Duarte Correia não participou na visita da passada sexta-feira, dia 24, ao aeroporto de Beja a convite da ANA Aeroportos aos operadores turísticos da APAVT com operação charter, mas não tem dúvidas sobre o impacto de uma possível transferência das operações charter para esta infraestrutura . “Infelizmente não participei [na visita], porque estava na Madeira. Mas, a minha opinião sobre a matéria é muito clara, se alguém tenciona divergir o negócio dos operadores para outra zona que não seja Lisboa, quem paga é o cliente. Ou seja, não acredito nesse negócio, se tivermos de passar para Beja. Eventualmente, podemos passar para o Porto, Madrid, Algarve ou não as fazer. Se é intuito de alguém bloquear este negócio, a tempo e horas vamos dar a receita”, afirma.

O responsável admite que “até podia concordar com um aeroporto secundário para operações charters ou para low cost, mas este caso específico de Beja não reúne condições mínimas para fazer qualquer tráfego”. “Imagine ter que apanhar um avião em Beja. Quantas horas antes tem de sair de casa se vive em Lisboa? No mínimo tem de sair com seis a sete horas de antecedência. Isso inviabiliza. Atendendo que as operações charters para 400 passageiros normalmente exigem três a quatro horas de antecedência, imagine ter de chegar a Beja de carro, em estradas secundárias, porque só encontra um troço de auto-estrada, a grande dificuldade chama-se acessibilidades”.

Duarte Correia considera que transferir o negócio charter para Beja “é deitar abaixo” toda a operação charter à partida de Lisboa. “Como deve imaginar, por mais que queiram, isso é impossível de acontecer. Podem obrigar. A ANA está no direito de fazer o que entender, mas há outra instituição que se chama ANAC e que tem uma palavra a dizer. O aeroporto regula os slots, vamos lá ver se conseguem contornar aquilo que é a opinião do mercado. O mercado reage, ninguém sabe como o mercado vai reagir”, alerta.

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