Sábado, Abril 13, 2024
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“Nunca viajaremos como antes”, diz o fundador do Airbnb

Joe Gebbia, fundador do Airbnb, afirmou que, depois da crise pandémica de covid-19, “nunca viajaremos como antes”, conta a Forbes.

“Acho que nosso setor nunca vai voltar ao normal”, revela Joe Gebbia. “No entanto, vai surgir uma nova normalidade, que já vemos espelhadas nas escolhas dos nossos clientes”, acrescenta.

A definição de “nossos clientes”, no caso do fundador do Airbnb, identifica cerca de 900 milhões de pessoas. A última atualização do site oficial da empresa conta com 5,6 milhões de acomodações disponíveis, dispersas por 100.000 cidades. 

Em entrevista à Forbes na Itália, Joe Gebbia explica que “o Airbnb é, de fato, a maior plataforma peer-to-peer para locações curtas” e, nos últimos anos, adquiriu dimensões significativas “mesmo em comparação com a indústria hoteleira em geral”. A capitalização de mercado, cerca de 81 mil milhões de euros, é superior à soma das redes Marriott, Hilton e Hyatt (dados de 30 de junho). 

Joe Gebbia acrescenta que o teletrabalho vai afetar o setor: “Agora a linha entre trabalho, vida privada e viagens está a tornar-se cada vez mais ténue. As pessoas são muito mais flexíveis, por exemplo, na hora de escolher quando sair de casa. O turismo sempre foi um negócio sazonal: explode no verão, murcha no inverno. O teletrabalho mudou tudo”.

Antes da pandemia, a viagem de verão mais comum no Airbnb era com um ou dois viajantes e, por norma, o destino eram as grandes cidades. As reservas de alojamento de, pelo menos, cinco pessoas, aumentaram de 35% no verão de 2019 para 54% em 2021, e as noites reservadas em áreas rurais passaram de 10% em 2015 para 22% em 2021 (globalmente). Se, por exemplo, Roma foi o destino italiano com mais reservas no Airbnb no verão de 2019, este ano a primazia foi para a Sardenha. Na Alemanha, a costa do Báltico ultrapassou Berlim, e na Coreia do Sul a ilha vulcânica de Jeju é mais popular do que Seul.

“Quando os voos internacionais foram bloqueados”, explica Joe Gebbia, “as pessoas não perderam a vontade de viajar. Descobriram que para experimentar algo novo não é necessário ir muito longe: basta uma hora de carro”. Há um ano e meio, apenas 30% das reservas eram para destinos a menos de 500 quilómetros de casa. Hoje, ultrapassa os 45%.

“Outro fenómeno que está a ocorrer é o prolongamento das estadias”, continua o fundador do Airbnb. Essa tendência também se deve às novas formas de trabalhar: quem não precisa ir ao escritório pode morar onde houver conexão wi-fi”. Quase um quarto das noites reservadas no primeiro trimestre de 2021 foram para estadias prolongadas (28 dias ou mais), acima dos 14% em 2019. 

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