Quinta-feira, Fevereiro 9, 2023
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O melhor e o pior de 2022 e desejos para 2023

Agora que estamos a chegar ao fim de 2022, quisemos saber que balanço fazem os profissionais de turismo do ano que termina. Saiba o que elegeram como o melhor e o pior de 2022 e os seus desejos para 2023.

Vitor Costa, diretor geral do Turismo de Lisboa e presidente da ERT da Região de Lisboa

+ Melhor de 2022

O melhor do ano de 2022 para o Turismo em Lisboa foi o início da recuperação após dois anos negros.

Esperávamos a recuperação, mas ficámos surpreendidos com o seu ritmo.

O facto de essa recuperação se ter verificado principalmente a nível dos indicadores económicos, nomeadamente nos proveitos da hotelaria, no preço médio por quarto vendido e no RevPar, mostra que o nosso Turismo tem qualidade.

– Pior de 2022

O primeiro trimestre ficou marcado por dois factos muito negativos: a pandemia, embora aparentemente na sua fase final, e o início da guerra na Ucrânia, sem fim à vista. O Turismo dá-se mal com pandemias e com guerras.

Em termos estruturais, o ano de 2022 fica marcado pelo protrelamento da solução aeroportuária. Os dois maiores Partidos puseram-se finalmente de acordo. Infelizmente, não para resolver o problema mas, na prática, para o adiar sine die.

Desejo para 2023

O maior desejo para o Turismo é que se inverta o ciclo dos últimos anos. Isto é, que o setor consiga sobreviver e prosperar à base de clientes e não à base de ajudas do Estado. Estas, foram essenciais e continuam a ser necessárias, mas espera-se que o paradigma vá mudando.

Espera-se, também, que a situação económica internacional não se agrave e que a guerra acabe.

Eduardo Cabrita, diretor geral da MSC Cruzeiros Portugal

+ Melhor de 2022

O melhor, foi sem dúvida, o fim das restrições devido à pandemia!

– O Pior de 2022

O pior foi, e está a ser, a guerra da Rússia na Ucrânia.

Desejo para 2023

O melhor ano turístico de sempre para o Inbound e para o Outbound!

Pedro Salazar, Diretor Comercial da Bensaude Hotels Collection

+ Melhor de 2022

O melhor de 2022 foi a capacidade de retoma do setor e a forma como a procura reagiu positivamente à reabertura dos mercados. Formou-se uma tendência global pós-pandemia muito favorável a uma recuperação rápida da atividade turística, nomeadamente, nos destinos em que estamos presentes. Seria difícil antever um comportamento de mercado tão positivo como aquele que ocorreu a partir de maio/junho de 2022.

– O Pior de 2022

Do lado inverso, o que considera ter sido o pior do ano de 2022 com efeitos no setor turístico? O pior de 2022, foi a continuação das novas vagas da pandemia Covid-19, o eclodir da guerra na Ucrânia, com o consequente sentimento de insegurança e o fecho dos mercados envolvidos, o movimento inflacionista e o aumento repentino das taxas de juro – todos estes fatores conjugados estão a acentuar grande incerteza nos mercados.

Desejo para 2023

Desejamos e acreditamos que 2023 será um ano positivo, com novas oportunidades e o consolidar de tendências importantes para o desenvolvimento desta indústria – maior sustentabilidade ambiental, social e económica. O nosso desejo é que 2023 seja um grande ano de afirmação do turismo enquanto indústria global da paz, desenvolvimento e prosperidade!

Adriano Portugal, diretor geral do Mercado das Viagens

+ Melhor de 2022

A retoma já esperada do setor com margens de rentabilidade aceitáveis apesar de os gestores terem ainda um longo caminho a percorrer… e o  equilíbrio da oferta pelos players!

– O Pior de 2022

A falta de recursos humanos na nossa área e a guerra .

Desejo para 2023

Em primeiro lugar que a guerra termine, em segundo, que as empresas atinjam os objetivos e, por último, que as famílias possam continuar a viajar .

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