Segunda-feira, Março 20, 2023
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O melhor e o pior de 2022 e desejos para 2023

Agora que estamos a chegar ao fim de 2022, quisemos saber que balanço fazem os profissionais de turismo do ano que termina. Saiba o que elegeram como o melhor e o pior de 2022 e os seus desejos para 2023.

Pedro Costa Ferreira, presidente da Associação Portuguesa das Agências de Viagens e Turismo (APAVT)

+ Melhor de 2022

Acima de tudo, naturalmente, o fim das restrições pandémicas. Como sempre defendemos, acontecesse isso, e teríamos uma imediata resposta da procura. Foi o que aconteceu.

No nosso setor, o modo como as agências de viagens responderam às responsabilidades de reembolso dos vouchers foi fundamental para a consolidação da confiança no setor, setor que, ao longo do ano, respondeu de forma exemplar, criando um 2022 com resultados similares a 2019.

– Pior de 2022

Onde há uma guerra, nada mais é suficientemente importante. Foi e será sempre o pior de um ano, qualquer que ele seja.

Numa outra dimensão, deve referir-se o caos nos diversos aeroportos europeus, com natural ênfase no aeroporto da Portela, apesar de dever ser sublinhado que, do ponto de vista da intervenção do SEF, o Ministro da Administração interna teve ação reguladora importante.

Desejo para 2023

Paz na Europa.

João Pinto Coelho, diretor de vendas do Onyria Golf Resorts

+ Melhor de 2022

No setor do turismo, 2022 foi ano um recorde, superando o ano referência de 2019. Regresso forte de vários segmentos de mercado como MICE e Leisure.

No pós pandemia, há uma maior apetência por produtos resort, porque passou a ser mais valorizado os espaços maiores e o contacto com natureza.

– Pior de 2022

Grande aumento de custos e inflação galopante. Dificuldades no recrutamento e retenção de pessoal. Quebras nas cadeias de abastecimento

Desejo para 2023

Fim da guerra na Ucrânia e estabilidade legislativa e fiscal.

Marjolaine Diogo da Silva, diretora da DMC Fórum d’Ideias

+ Melhor de 2022

Foi um ano muito positivo, que salvou muitas empresas da área do Turismo, que ficaram em dificuldades desde o inicio da pandemia.

Não foi possível planear os eventos com antecedência, uma vez que o inicio do ano foi ainda bastante incerto, no entanto, nem essa falta de tempo limitou as empresas de fazerem grandes eventos no estrangeiro.

Percebemos que muitos dos nossos clientes expandiram os seus negócios nos últimos anos, o que fez com que os eventos tenham sido de maiores dimensões. Outras empresas não cresceram mas sofreram reestruturações, o que também implicou convidar um maior número de pessoas para os seus eventos.

De uma forma resumida, voltámos “em força” aquilo que mais gostamos de fazer, com eventos de muita qualidade e sentimos o reconhecimento por parte das empresas em relação ao impacto positivo dos eventos no seu desempenho.

– Pior de 2022

Na verdade grande parte do pior de 2022 foi também o melhor de 2022:

A dificuldade que sentimos de uma forma geral em encontrar disponibilidade para vários serviços, foi fruto do regresso dos eventos de forma “massiva”, o que provocou o crescimento da economia;
A quantidade de eventos que tivemos em simultâneo, foi reflexo da importância que as empresas e associações dão aos eventos;

Os inúmeros pedidos que chegaram ao mesmo tempo e tão em cima da hora, mostraram como Portugal continua a ser reconhecido como destino de excelência MICE – mesmo a uma curta distância temporal, as empresas ponderam a deslocação para tornar o evento ainda mais especial;
A falta de mão de obra especializada nos serviços contratados e a falta de resposta célere por parte dos fornecedores fez com que o papel das agências ganhasse uma maior relevância e fosse reconhecido;

A dificuldade em encontrar disponibilidade em venues de grande capacidade foi reflexo de eventos que, na generalidade foram de maior dimensão, o que permitiu crescimento da nossa empresa;
Estes eventos de maior dimensão revelam o crescimento das empresas nossas clientes.
Isto para não falar da Guerra, que foi por si só o pior de 2022.

Desejo para 2023

Que o negócio continue tão próspero como o segundo semestre de 2022 mas que chegue de forma mais equilibrada e distribuída ao longo do ano.

O que mais queremos é continuar a apoiar as empresas e associações nossas clientes (e as futuras clientes) na obtenção dos seus objetivos, com eventos únicos e cada vez mais focados em medidas sustentabilidade e responsabilidade social corporativa.

Constantino Pinto, diretor comercial do grupo Ávoris em Portugal

+ Melhor de 2022

Felizmente, há várias coisas claramente positivas, mas permito-me destacar a recuperação da situação pandémica em que vivíamos, que nos permitiu recomeçar a viver de forma quase normal. Isto fez com que perdêssemos os receios e, uma vez caídas a maior parte das restrições, fez com que os processos relacionados com as viagens e deslocações se simplificassem. Tudo isto, em conjunto, fez renascer o setor trazendo-lhe parte da vitalidade que tinha no passado.

– Pior de 2022
A situação híbrida em que vivemos: por um lado convencemo-nos que estávamos a assistir a uma plena recuperação, mas por outro lado, o dia a dia, dizia precisamente o contrário. Continuou a ser um ano atípico, instável, com muitos altos e baixos e sobretudo com um enorme problema de escassez de recursos humanos, o que inviabilizou a recuperação significativa que todos esperávamos.

Desejo para 2023
Que a situação na Ucrânia se resolva, que a pandemia não recrudesça, que a inflação seja travada e que possamos gozar de alguma estabilidade… è pedir muito mas parece-me legítimo fazê-lo!

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