Odyssey Hotel Group entra em Portugal com quatro estrelas no Porto e meta de gerir dez hotéis até 2028

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O Odyssey Hotel Group (OHG), gestora hoteleira neerlandesa, prepara a entrada no mercado português com a assinatura do primeiro contrato para um hotel no Porto, com mais de 200 quartos. A unidade de quatro estrelas, que deverá abrir no início de 2029, integra a estratégia de expansão da empresa em Portugal, que prevê “assegurar entre oito a dez ativos” nos próximos três anos, explica Gonzalo Escrivá de Romaní, diretor de Desenvolvimento Ibérico da OHG, em entrevista ao TNews.

O primeiro hotel do Odyssey Hotel Group em Portugal será desenvolvido no Porto, num projeto que se encontra na “fase final de fecho do negócio”. Segundo Gonzalo Escrivá de Romaní, o projeto resultará de um novo empreendimento promovido por um construtor local, sendo entregue concluído à gestora, que ficará responsável pela operação através de um “contrato de arrendamento de longo prazo e sob um acordo de franchising com uma das cinco principais marcas internacionais”, por um “período superior a 20 anos”.

Atualmente, o grupo neerlandês gere 25 hotéis sob insígnias internacionais como Marriott, IHG, Accor e Radisson, distribuídos por seis países: Bélgica, Finlândia, Alemanha, Espanha, Suécia e Países Baixos.

O responsável pelo mercado ibérico adianta que o hotel será “posicionado no segmento upscale, na categoria de quatro estrelas, com principal foco no lazer e eventos corporativos”. Contará ainda com “alguns restaurantes e bares que oferecerão serviços adicionais” aos hóspedes.

“O terreno estará provavelmente preparado em 2026, a construção ocorrerá entre 2027 e 2028, e a operação deverá começar no início de 2029”, refere Gonzalo Escrivá de Romaní.

A entrada em Portugal insere-se na estratégia de crescimento da OHG na Península Ibérica. “Portugal é um dos nossos principais mercados. Existe uma forte procura internacional, excelentes ligações aéreas e os hotéis têm um desempenho muito bom”, afirma, acrescentando que a empresa considera também que “a penetração das marcas internacionais ainda tem espaço para crescer” no país.

Depois do Porto, a gestora pretende concentrar a expansão em Lisboa e no Algarve. “Estamos basicamente focados em três áreas principais – Porto, Lisboa e Algarve – que consideramos os mercados hoteleiros mais dinâmicos de Portugal, onde vemos atualmente uma boa oportunidade”, refere.

Neste momento, a empresa está também “a trabalhar em dois negócios em Lisboa numa fase mais preliminar” e a “analisar dois potenciais empreendimentos no Algarve“. “Depois de entrarmos nestes mercados principais, provavelmente estaremos abertos a mais cidades secundárias”, acrescenta.

Até ao final de 2028, a estratégia para o mercado português passa por “garantir entre oito a dez ativos, ou seja, dois ou três negócios por ano“, adianta o responsável. 

A nível global, a Odyssey Hotel Group conta com um portfólio de 33 hotéis, dos quais 25 estão em funcionamento e oito em desenvolvimento. Em Espanha, opera atualmente duas unidades em Barcelona e em Valência, e já assegurou uma terceira, estando prevista a assinatura de “três a quatro negócios nos próximos três anos”. 

“Estamos basicamente focados em três áreas principais – Porto, Lisboa e Algarve – que consideramos os mercados hoteleiros mais dinâmicos de Portugal”

Estratégia de crescimento assenta na expansão europeia

A Odyssey Hotel Group prevê terminar 2026 com “aproximadamente 180 milhões de euros de receitas consolidadas e 250 milhões de euros de receitas sob gestão, impulsionados pela recente assinatura de contratos de gestão”, adianta Gonzalo Escrivá de Romaní.

“2026 representará um crescimento de cerca de 40% das receitas totais sob gestão, reforçando o forte dinamismo do grupo, com contratos sólidos tanto em regime de arrendamento como de gestão, refletindo a confiança dos principais proprietários e investidores hoteleiros em toda a Europa”, sublinha.

Segundo o diretor ibérico, “o desempenho dos nossos hotéis está a correr muito bem” este ano, embora existam diferenças entre mercados. “Espanha, por exemplo, está a apresentar um desempenho extremamente bom, enquanto certas cidades da Alemanha estão a sofrer um pouco. É por isso que trazemos para a empresa alguma tecnologia para tentar otimizar o P&L (Lucros e Perdas)”, afirma.

Até ao final de 2026, a OHG estima “operar cerca de 6.000 quartos, tendo garantidos aproximadamente 7.000 quartos, incluindo os projetos já assinados”. Atualmente, o pipeline inclui cerca de 1.650 quartos na Alemanha e 450 na Áustria.

O plano estratégico contempla ainda a “assinatura de contratos para cerca de oito hotéis por ano até 2028, representando aproximadamente 25 novos hotéis nesse período”, com foco na Holanda, Benelux, Península Ibérica e Itália. Até essa data, o grupo pretende “ultrapassar os 8.000 quartos em funcionamento e contratados, atingindo aproximadamente 310 milhões de euros em receitas estabilizadas”.

A expansão do grupo assenta exclusivamente em contratos de arrendamento e de gestão. “Nascemos como uma empresa mais focada no arrendamento, mas agora também estamos a considerar contratos de gestão, pelo que estamos a tentar crescer [através de ambos os modelos]”.

Na seleção de novos projetos, a empresa privilegia destinos com interesse crescente dos mercados externos e boa conectividade aérea. “Analisamos ativo por ativo, a procura internacional e o conceito. Assim que temos uma visão clara disso, decidimos qual das marcas acreditamos que pode maximizar o valor do ativo e em que segmento consideramos mais adequado o posicionamento”, refere.

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