Sábado, Fevereiro 14, 2026
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Pagar “como em casa”: uma solução que melhora a experiência dos turistas em Portugal

“O DCC (…) é uma forma de acolhimento. É dizer ao visitante “bem-vindo, podes pagar como em casa”, numa linguagem universal — a do conforto e da confiança”

No verão, Portugal transforma-se num verdadeiro ponto de encontro entre culturas, idiomas e… moedas. É nesta confluência que surgem oportunidades valiosas para tornar a experiência dos turistas ainda mais cómoda e intuitiva. Entre elas, destaca-se uma funcionalidade discreta, mas poderosa no mundo dos pagamentos, cuja utilização permanece ainda abaixo do seu verdadeiro potencial.

Falo do DCC – Dynamic Currency Conversion, uma solução inteligente e eficaz, que permite aos clientes estrangeiros fora da Zona Euro pagar na sua moeda de origem, diretamente no terminal de pagamento, onde a solução já se encontra ativa. A conversão é automática, a taxa de câmbio é apresentada no momento da compra e o valor final é conhecido de imediato. O processo é simples e seguro, eliminando dúvidas ou surpresas no extrato bancário. 

Ou seja, esta solução oferece comodidade e controlo, dois fatores cada vez mais valorizados. É um processo transparente e seguro, que responde diretamente às preocupações mais comuns dos consumidores internacionais: “Quanto estou mesmo a pagar?” e “Será que me vão cobrar taxas escondidas?”. 

E para o comerciante? É um gesto de hospitalidade, é uma oportunidade de diferenciação, que não representa custos nem esforços adicionais. A ativação técnica do DCC é simples. A funcionalidade está disponível por defeito na maioria dos terminais da rede REDUNIQ, o que significa que o comerciante não precisa de configurar nada de novo, nem alterar os seus procedimentos. Basta apresentar a opção ao cliente — um simples “sabia que pode pagar na moeda do seu país?” — e o terminal faz o resto.

Mais turismo, mais potencial de conversão

Saber adaptar-se às necessidades dos visitantes internacionais aumenta o potencial de receita para os negócios locais. 

Segundo dados do INE, Portugal recebeu cerca de 29 milhões de turistas não residentes em 2024, mais 9,3% do que no ano anterior. Mercados fora da Zona Euro, como o Reino Unido, Suíça e os EUA, tiveram crescimentos notáveis: 7,5%, 9,2% e 16,9%, respetivamente.

Curiosamente, estas nacionalidades correspondem também às moedas mais valorizadas na conversão dinâmica: o dólar norte-americano, a libra esterlina e o franco suíço, seguidos pelo dólar canadiano e pelo real brasileiro. Ou seja, há um encaixe perfeito entre as origens dos turistas e o potencial de valorização desta funcionalidade. 

O DCC é uma solução já ativa nos terminais de pagamento, que promove uma experiência de compra mais confortável para quem visita. É uma forma de acolhimento. É dizer ao visitante “bem-vindo, podes pagar como em casa”, numa linguagem universal — a do conforto e da confiança. 

E é também um recurso que não implica custos adicionais nem complexidade para os negócios. Com o terminal preparado e a funcionalidade ativa, só falta dar o passo decisivo: comunicar e aconselhar. Promover esta opção no momento do pagamento faz a diferença entre uma experiência transacional e uma experiência personalizada. 

Por Tiago Oom

Head of Merchant Acquiring da UNICRE

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