O secretário de Estado do Turismo identificou, esta terça-feira, dia 3, cinco eixos essenciais para que a Estratégia Turismo 2035 seja “coroada com sucesso” e “reforce o posicionamento da marca Portugal”.
Pedro Machado falava na sessão de abertura da 11º edição do Fórum de Turismo Interno “Vê Portugal”, que decorre em Anadia, entre os dias 2 e 4 de junho.
“Há cinco pontos que, a meu ver, estão na génese do tema que hoje discutimos e que fazem do país aquilo que é hoje”, começou por dizer Pedro Machado, afirmando que o primeiro ponto é a estruturação do produto.
“O produto é essencial. Portugal tem hoje 22 produtos turísticos com que se posiciona, sobretudo naquilo que é a sua estratégia, quer de internacionalização, quer do reforço do mercado interno. Por um lado, na estruturação de produto, que permite diversificar a procura e a dispersão pelos vários territórios, criando, assim, oferta ao longo do ano e combatendo a sazonalidade. Além disso, permite, em muitos dos produtos que estamos a estruturar hoje, alavancar a capacidade de gerar estadias médias mais elevadas e, em paralelo, aumentar o rácio dos indicadores.”
Pedro Machado considera “muito interessante e relevante” perceber que hoje, no conjunto das cinco regiões do continente, Portugal tem uma oferta extraordinária que é cumulativa e não concorrencial.
O segundo eixo foca-se na dinâmica das organizações públicas. Neste ponto, Pedro Machado abordou o tema da revisão da Lei 33, na esperança que o Governo possa rapidamente pegar nesta questão e dar a importância que merece. “Foi possível reforçar em 2023 e 2024 os orçamentos das entidades regionais, foi possível reforçar um upgrade em relação às agências regionais e foi possível dotar uma verba para que o Turismo de Portugal reforçasse a promoção internacional. Diria que hoje o desafio para a revisão da Lei 33 já não é o mesmo que eu tinha encarado em 2024. Creio que é maior.”
Por sua vez, o terceiro ponto passa por uma maior aposta na promoção nacional e internacional. Para Pedro Machado, é preciso apostar em instrumentos que criem uma verdadeira coesão territorial sem prejudicar aquilo que é a ambição das marcas e dos territórios mais maduros.
“Precisamos que o Turismo de Portugal cumpra o papel que está a fazer de alargar a presença em novos mercados emissores, nomeadamente o México, a Argentina e a Austrália, e que reforce a sua posição nos Estados Unidos, no Canadá e não só.”
Para isso, é preciso baixar impostos para que as empresas possam reinvestir aquilo que são as suas capacidades financeiras e aumentar a sua capacidade de internacionalização. “Precisamos de criar instrumentos que lhe permitam cumprir as agendas de sustentabilidade das economias circulares, sem que elas percam a competitividade.”
Como quarto eixo, Pedro Machado apontou o capítulo da internacionalização, destacando o papel do Turismo de Portugal naquilo que é o crescimento do país em termos de mercados. “Precisamos de continuar a definir aquilo que é a estratégia da marca Portugal, sempre numa lógica de podermos qualificar a nossa procura para aumentarmos em valor.”
Por último, o governante identificou os recursos humanos como um tema “muito sensível” na Estratégia Turismo 2035. “Estes são, para mim, cinco eixos essenciais para que a Estratégia 2035 possa ser, naturalmente, coroada com sucesso, mas, mais do que isso, para que reforce o posicionamento da marca Portugal e sirva no tal indicador da competitividade.”



