Quarta-feira, Agosto 17, 2022
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Portugal com hipóteses de entrar na lista verde do Reino Unido?

O jornal britânico The Independent avança esta terça-feira, dia 20, com uma provável lista de países que podem ser incluídos na lista verde de destinos para os quais os britânicos podem viajar a partir de 17 de maio, respeitando o sistema de semáforo que o país vai adotar.

O jornal britânico The Independent avança esta terça-feira, dia 20, com uma provável lista de países que podem ser incluídos na lista verde de destinos para os quais os britânicos podem viajar a partir de 17 de maio, respeitando o sistema de semáforo que o país vai adotar.

De acordo com o último relatório da Global Travel Taskforce, o documento orientador do governo britânico para o desconfinamento, será compilada uma lista de países de baixo risco antes do reinício das viagens ao exterior.

Na prática, as chegadas de países que estão nessa lista não precisam de quarentena, mas devem fazer um teste de PCR dentro de dois dias depois da chegada. O custo provavelmente será em torno de £ 60.

“As restrições para os países na lista vermelha e amarela provavelmente permanecerão como estão”.

Os países podem ser movidos de uma categoria para outra a qualquer momento. Mas o governo afirma que também apresentará uma “Lista Verde de Vigilância” que “identificará os países com maior risco de passar do verde para o amarelo”. Uma espécie de “verde intermitente”, escreve o jornal.

A ideia é evitar o caos de julho de 2020 quando, por exemplo, a Espanha foi colocada na lista de quarentena com apenas algumas horas de antecedência.

Em vez disso, o objetivo será dar um aviso de pelo menos uma semana, para que a maioria dos turistas possam terminar suas viagens normalmente – e qualquer pessoa com reserva para viajar para um país com “verde intermitente” pode considerar se deve ou não ir.

Ninguém sabe prever quando é que estas listas serão publicadas. O The Independent tentou saber mais detalhes junto do Departamento de Transporte, mas não obteve uma informação esclarecedora.

Fontes próximas do governo adiantaram ao jornal que pode ser publicado um aviso prévio uma semana antes de 17 de maio, adiando o anúncio para segunda-feira, 10 de maio. A ideia é que quanto mais próximo o anúncio estiver do reinício, mais certos serão os dados e menor será a chance de que as listas tenham de ser alteradas apressadamente.

Quanto aos critérios do governo para determinar que países entram na lista verde, o jornal aponta estes: em que ponto se encontra o programa de vacinação de um país, dados confiáveis sobre as taxas de infeção e que estas se mostrem baixas ou, pelo menos, em declínio constante e sustentável; e uma prevalência insignificante de variantes preocupantes.

Destes, o que o governo levará mais em conta serão as taxas de infeção por 100.000 habitantes. Esses números também dependem do número de pessoas testadas, que o governo do Reino Unido levará em consideração.

“Dado que a taxa do Reino Unido se situa nos 50, a maior parte da Europa parece horrível no momento. Os 10 piores são pelo menos 12 vezes piores: Hungria (860), Polónia (840), Chipre (770), Estónia (770), Suécia (770), França (760), Eslováquia (660), Croácia (630 ), Bulgária (620) e República Checa (600)”, escreve o jornal.

No meio estão países seis vezes piores que o Reino Unido: Holanda (560), Bélgica (470), Luxemburgo (460), Áustria (450), Lituânia (440), Malta (410), Itália (400), Grécia (390), Roménia (350) e Letónia (340).

Melhores estão a Alemanha (275), Eslováquia (240), Espanha (210), Noruega (195), Dinamarca (165), Malta (140), Irlanda (130) , Finlândia (105), Portugal (70) e Islândia (25).

Perante este cenário, a Islândia “deve certamente” fazer parte da lista verde. Malta, embora seja quase três vezes pior do que o Reino Unido atualmente, “tem um programa de vacinação muito bem-sucedido e nenhuma fronteira partilhada”, escreve o The Independent. Finlândia e Portugal podem também entrar na lista verde – “este último é o único grande país de férias com probabilidade de fazê-lo a partir de maio”, afirma o jornal.

Fora da Europa, existem três “candidatos claros”: “Gibraltar, onde a maioria dos adultos já foi vacinada, é uma certeza. (…) Marrocos que baixou o número de infetados drasticamente de novembro de 2020 até o final de março de 2021 (…) e Israel que apresenta o melhor plano de vacinação. O país acaba de retirar a obrigação de usar máscaras ao ar livre e pretende e a partir do final de maio, os turistas britânicos vacinados poderão visitar o país”.

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