Portugal regista menor concentração de dormidas no verão do que a média da UE

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Quase um terço (31,1%) das dormidas registadas em estabelecimentos de alojamento turístico na União Europeia em 2025 concentrou-se nos meses de julho e agosto, revela um estudo divulgado esta terça-feira pelo Eurostat. Portugal surge entre os países com menor sazonalidade, com cerca de 26% das dormidas concentradas nos dois meses de verão, abaixo da média europeia.

Segundo o gabinete de estatística da União Europeia, “31,1% de todas as dormidas em alojamentos turísticos na UE ocorreram nos dois meses mais movimentados do ano”, que, em todos os Estados-membros, foram julho e agosto. O estudo explica que este padrão sazonal resulta de “fatores ambientais, como as condições climáticas e a localização geográfica”, mas também de fatores sociais e culturais, como as férias escolares.

De acordo com o gráfico que acompanha o estudo, Portugal apresenta uma distribuição da procura turística mais equilibrada ao longo do ano do que a média da União Europeia. Com cerca de 26% das dormidas concentradas em julho e agosto, o país posiciona-se abaixo da média comunitária e bastante distante dos destinos mediterrânicos com maior dependência da época alta.

Entre os países com maior concentração da procura turística durante o verão, a Croácia lidera o ranking, com 54,5% das dormidas anuais registadas em julho e agosto. Seguem-se a Bulgária (43,4%) e a Grécia (41,6%).

No extremo oposto encontram-se Malta, onde os dois meses de verão representam 21,9% das dormidas anuais, a Alemanha (24%) e a Finlândia (24,1%), refletindo uma distribuição mais equilibrada da procura ao longo do ano.

O Eurostat destaca ainda que agosto voltou a ser o mês mais movimentado de 2025. Nesse período, o número de dormidas na União Europeia foi 3,6 vezes superior ao registado em janeiro, o mês com menor atividade turística.

A diferença entre a época alta e a época baixa é particularmente acentuada em alguns destinos. Na Croácia, por exemplo, o número de dormidas registadas em agosto foi 41,1 vezes superior ao de janeiro, enquanto na Grécia esse rácio atingiu 20,5.

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