“Estou absolutamente convencida de que a utilização de máscaras nas viagens aéreas vai manter-se para sempre”, disse a presidente da TAP, Christine Ourmières-Widener, à SKIFT, numa entrevista no escritório da TAP em Newark.
Ourmières-Widener acredita que o uso de máscaras durante os voos, o aumento da limpeza dos aviões e a verificação dos certificados de vacinação podem permanecer em vigor.
“Ainda estamos muito cautelosos”, disse a presidente na passada terça-feira, dia 8 de fevereiro. “A pandemia está prestes a passar. A recuperação levará tempo.”
A Associação Internacional de Transporte Aéreo (IATA) recentemente instou o governo dos EUA a remover o requisito de testes antes da partida para viajantes totalmente vacinados que voam para os EUA e Ourmières-Widener disse que apoia a IATA.
“O que gostaríamos de ver são protocolos globais e uma maneira mais consistente de ver quais são as condições”, disse a CEO. Acrescentou que um passageiro da TAP de Newark para Lisboa teve, recentemente, de cancelar o seu voo porque os resultados dos seus testes já não eram válidos.
Como muitos executivos de companhias aéreas, Ourmières-Widener está otimista em relação às viagens transatlânticas neste verão. “A IATA está a prever uma recuperação. Estamos todos pronto para isso”, reforça.
“Foram dois anos longos e difíceis. Alguns clientes só querem viajar novamente. Precisamos que a recuperação aconteça. Espero que seja verdade.”
Ourmières-Widener tem motivos para otimismo, porque a TAP planeia voar 80% da sua capacidade de 2019 em 2022. Além de Portugal, os principais mercados da TAP incluem a América do Norte e o Brasil, que atende a partir do seu hub em Lisboa. Na América do Norte, a transportadora aérea atende Boston, Chicago, Miami, Newark, Nova York JFK e Washington, bem como Montreal e Toronto.
A TAP passou a voar para o Aeroporto Internacional John F. Kennedy. Christine Ourmières-Widener esteve em viagem aos EUA, entre 7 e 10 de fevereiro, para assinalar o momento.



