Terça-feira, Abril 14, 2026
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Programa Integrar para o Turismo abre 1000 vagas em abril com reforço da formação e estágios

A segunda edição do Programa Integrar para o Turismo arranca em abril com a disponibilização de 1000 vagas, reforçando a aposta na formação e integração de migrantes e beneficiários de proteção internacional no setor turístico.

A iniciativa, promovida pelo Turismo de Portugal em parceria com a Confederação do Turismo de Portugal, a Agência para a Integração, Migrações e Asilo e, nesta edição, também com o Instituto do Emprego e Formação Profissional, apresenta várias novidades face à primeira edição.

Entre as principais alterações estão o alargamento dos estágios de um para três meses, o reforço do apoio financeiro aos participantes, o aumento da componente de ensino de línguas e a introdução de um módulo de literacia financeira, bem como conteúdos dedicados à empregabilidade, como preparação de currículos e entrevistas.

O programa mantém como objetivo central a capacitação e integração profissional de migrantes no setor do turismo, combinando três meses de formação na rede de escolas do Turismo de Portugal com três meses de estágio em empresas do setor.

Segundo o comunicado, o alargamento do período de estágio responde às necessidades identificadas pelas empresas na primeira edição, permitindo “um período mais extenso de aprendizagem em contexto real de trabalho” e aumentando as probabilidades de integração profissional.

A formação será ministrada nas 12 escolas de hotelaria e turismo, abrangendo áreas como comunicação, cultura portuguesa, línguas e técnicas de restauração e alojamento, com um currículo ajustado às exigências do setor.

Ao nível do apoio financeiro, o programa passa a prever um financiamento equivalente a sete Indexantes de Apoios Sociais (IAS), face aos quatro IAS da edição anterior, refletindo o aumento da duração da formação e do estágio e procurando garantir melhores condições de participação.

Citado em comunicado, Carlos Abade, presidente do Turismo de Portugal, afirma que “a elevada adesão à edição inaugural demonstra que este é um programa que responde às necessidades reais do país”, sublinhando o papel do turismo como “motor de inclusão e desenvolvimento económico”.

Também Francisco Calheiros, presidente da Confederação do Turismo de Portugal, destaca que a iniciativa constitui “um exemplo concreto de como a articulação entre entidades públicas e privadas pode gerar soluções eficazes”, promovendo simultaneamente empregabilidade e competitividade.

Já Pedro Portugal Gaspar, presidente da Agência para a Integração, Migrações e Asilo, considera que o programa é “um compromisso com uma integração com impacto”, enquanto Domingos Lopes, presidente do IEFP, sublinha o papel da formação profissional como “motor de inclusão”.

A nova edição contará ainda com uma plataforma digital de inscrição, que estará disponível a partir de abril e permitirá uma gestão mais eficiente das candidaturas.

Tnews

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