Sábado, Abril 13, 2024
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“Qualquer aeroporto português pode ser um hub, basta querer”, defende SkyExpert

A SkyExpert, empresa de consultoria especializada em transporte aéreo, aeroportos e turismo, participa no segundo encontro anual dedicado ao interline virtual e aos “hub” virtuais promovido pela empresa islandesa DoHop que se realiza em Reiquejavique, esta quarta-feira, 31 de maio.

Um “hub” é academicamente definido como um aeroporto que serve como centro de distribuição de passageiros através de uma rede de voos racionalmente organizada para facilitar essa mesma transferência de passageiros de um voo para o outro.

Pedro Castro, diretor da SkyExpert, exemplifica: “Em Lisboa, as chegadas da TAP oriundas de África, Brasil e Estados Unidos estão programadas entre as 5 e as 7 da manhã de forma a permitir que esses passageiros sigam viagem para outros destinos europeus da companhia,
cujas saídas estão tipicamente previstas entre as 7 e as 9 da manhã. Em teoria, nada impede
que este conceito se aplique ao Porto, Faro ou até Porto Santo. Mas esses aeroportos não
albergam nenhuma companhia que faça deles um hub e por isso não funciona”.

Durante décadas, o conceito de “hub” “esteve limitado apenas aos aeroportos-base das companhias de bandeira e/ou às suas respetivas congéneres em alianças através de acordos de interline”, defende. “É isso que permite vender todo o percurso num só bilhete e com isso garante-se aos passageiros o encaminhamento automático das malas até ao destino final e a sua proteção em caso de atraso de um dos voos. As companhias de baixo custo, por seu lado, só pontualmente promovem este tipo de tráfego por não se quererem comprometer com os custos associados à gestão dos passageiros de ligação”, acrescenta Pedro Castro. “Assim se explica que nem sempre a ligação mais económica ou mais conveniente seja aquela que nos aparece nos motores de busca que se limitam, muitas vezes, aos voos tipo hub apenas…comprar dois bilhetes low cost separados pode ser mais barato, mas o risco e a responsabilidade por atrasos passam inteiramente para o passageiro”, argumenta.

Segundo Pedro Castro, o que a tecnologia do “hub virtual” vem permitir “é justamente conectar os passageiros de todos os voos que chegam a um aeroporto, independentemente da existência de um acordo oficial entre essas companhias”. Ao incluir um seguro de perda do voo de ligação por atraso e/ou cancelamento, as plataformas deste chamado “interline virtual” atuam “como criadoras de ligações que em teoria existiram sempre, mas que nunca estavam visíveis nos motores de busca de voos”. Muitas vezes, refere o consultor, “até são as soluções mais rápidas e mais económicas. Em Portugal, e desde 2022, que a Azores Airlines estabeleceu este tipo de cooperação com a Transavia e com a easyJet permitindo conetar passageiros de/para Açores para outros destinos no Porto, Lisboa ou em Paris CDG. Futuramente, a companhia Azul do Brasil aproveitará uma parceria semelhante para alargar as opções europeias dos cerca de 1200 passageiros que movimenta por dia na Portela”.

Para a Pedro Castro, “a concessionária do aeroporto do Porto tem um vasto conhecimento para estimular mais este tipo de tráfego naquela infraestutura, como aliás a Vinci Airports já o faz em Londres-Gatwick onde procura com isso competir com Londres-Heathrow. Basta querer”.

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