Rede Expressos contraria acusações: Sete Rios está “no limite da sua capacidade operacional e física”

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A Rede Expressos respondeu às críticas em torno do acesso ao Terminal Rodoviário de Sete Rios, afirmando que o terminal se encontra “no limite da sua capacidade operacional e física” e que, por isso, não dispõe de condições para receber novos operadores.

A empresa — concessionária do terminal — defende que permitir mais autocarros e horários colocaria em causa a segurança de passageiros, trabalhadores e bens, mantendo assim a recusa à entrada de novos serviços, como os propostos pela FlixBus e pela BlaBlaCar.

De acordo com o gerente da Rede Expressos, Martinho Costa, a situação não é uma questão de concorrência, mas de risco real: “o terminal de Sete Rios encontra-se no limite da sua capacidade operacional e física, não dispondo de condições para acolher mais horários ou operadores sem comprometer a segurança e a qualidade do serviço prestado.”

A empresa argumenta com constrangimentos de espaço, de circulação e de estacionamento interno, lembrando que o terminal foi concebido como solução provisória em 2004 e está hoje “altamente desajustado face à procura”. A gestão reforça que as acessibilidades envolventes também não cumprem totalmente os requisitos actuais, nomeadamente nas ligações ao Eixo Norte-Sul.

Segundo a Rede Expressos, existem avaliações independentes a confirmar estes limites: “um estudo realizado pelo Professor Carlos Oliveira Cruz, do Instituto Superior Técnico, conclui de forma clara que o terminal de Sete Rios já atingiu os seus limites operacionais.”

Há, portanto, risco agravado nas horas de ponta, afirma a empresa, tanto dentro como fora do terminal, com congestionamento, autocarros a operar no limite do espaço disponível e circulação pedonal considerada insegura.

A empresa também sublinha que a lei prevê alternativa operacional quando um terminal está saturado — e que essa alternativa existe. A Rede Expressos aponta para a Gare do Oriente como infra-estrutura capaz de absorver mais tráfego, lembrando que a FlixBus “apenas a utiliza em cerca de 30% das suas linhas”.

Para a empresa, a posição é clara: “o impedimento actual não é, de forma alguma, de natureza comercial, mas exclusivamente de cariz técnico e de segurança.”

A concessionária afirma coexistir há anos com concorrentes em outros terminais do país — Porto, Aveiro, Viseu, Braga, Covilhã, Setúbal ou Oriente — e rejeita “qualquer relutância à concorrência”.

A Rede Expressos sublinha o seu papel histórico na mobilidade nacional e defende que o que está em causa vai além de interesses de mercado e entra na esfera de interesse público. No encerramento da posição, deixa um último enquadramento estratégico sobre Lisboa: “a cidade necessita de um novo terminal rodoviário, moderno, seguro e dimensionado para o futuro da mobilidade interurbana.” Até lá, reforça que não abdicará do dever de garantir “a segurança, a qualidade do serviço e o bem-estar dos passageiros” — mesmo que isso implique manter a recusa de entrada de novos operadores em Sete Rios

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