A plataforma Rede T, que em 2012 (ano de lançamento) contava com 400 membros registados, atualmente caminha para os 18 mil. Em entrevista ao TNews, o fundador e CEO da plataforma, Ricardo Augusto, conta quais serão os próximos passos e de que forma é que a pandemia condicionou a evolução da plataforma.
Como em todas as áreas, também a Rede-T sofreu com a pandemia. Apesar de ter havido uma maior procura na área das ofertas de trabalho e nos processos de recrutamento, a “média diária de ofertas baixou imenso. Houve dias em que apenas caíam 1 ou 2 na plataforma”, referiu Ricardo Augusto.
No entanto, o CEO salientou que os objetivos não se tornaram mais difíceis de concretizar, “pelo contrário, notou-se um empenho de todos (…)” e a todos os níveis para “ultrapassar esta fase.”
Apesar desta quebra, a plataforma esforçou-se sempre para “manter os membros atualizados sobre a evolução do mercado”.
O que a pandemia também condicionou foi o crescimento da plataforma “quer ao nível de membros, novas empresas e algumas parcerias.” A falta de investimento da parte das pessoas foi notória pois “estavam receosas e pairavam muitas dúvidas sobre o nosso setor”, reflete o CEO.
Além destas condicionantes, a pandemia da Covid-19 foi uma das razões que levou ao adiamento do primeiro evento da Rede-T para 2022. As expetativas para este evento físico são muitas: “Queremos abordar temas nunca abordados; criar workshops nunca vistos; verificar uma interação a 100% entre público e oradores.”
“Novos conceitos de normalidade”
É certo que nada vai voltar a ser como antes, mas para Ricardo Augusto o “novo normal abriu novas janelas de oportunidade no setor.” As tendências são agora as plataformas digitais e, por isso, o fundador da Rede-T prevê que, com o regresso da hotelaria, “iremos ter uma maior adesão de novos membros, empresas e parceiros.”
Quando questionado sobre até onde quer levar a Rede-T o responsável revelou que a primeira aposta será no mercado brasileiro, pois “representa 7,9% do PIB e é responsável por quase 7 milhões de empregos.” Para esta aposta avançar faltam apenas “os parceiros certos”. Quando este passo for dado, o CEO garante que cada país irá ter a sua plataforma e “uma equipa para gerir a plataforma.”
Apesar de ao longo dos anos o “ponto de encontro” dos profissionais da hotelaria ter sido inovado com “novos espaços e novas áreas”, tais como as rubricas mensais, o diretório de empresas, a área dos classificados, o espaço da biblioteca virtual e as ofertas de trabalho, o fundador e CEO adiantou que em breve irá surgir uma nova versão da plataforma: a Rede-T 3.0.
Apesar de estar “numa fase embrionária”, este projeto já tem uma série de novas funcionalidades. Ricardo Augusto acrescentou que “o conceito tailor made será uma realidade para cada membro.”




