Quarta-feira, Fevereiro 8, 2023
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“Regiões terão recursos financeiros para fazer ação de promoção turística com mais força no próximo ano”

Nuno Fazenda afirmou que o Governo está a “fazer todos os esforços para que as entidades regionais de turismo tenham ao seu dispor os meios para cumprirem a sua missão”, realçando que considera “que as regiões terão seguramente recursos financeiros para fazer a sua ação de promoção turística com mais força no próximo ano”.

As regiões portuguesas têm reivindicado mais verbas para a promoção turística. Inquirido sobre as respostas que apresenta para fazer face a esta reivindicação, Nuno Fazenda salientou esta quarta-feira, na Feira Internacional do Turismo de Madrid (Fitur), que as diferentes regiões “têm um papel fundamental na afirmação turística das suas regiões e do país como um todo”, explicando que já existem vários instrumentos financeiros ao dispor das regiões.

“Temos a contratualização da promoção turística, nomeadamente com as agências regionais de promoção turística, as ARPT’s. Nesse domínio, firmámos recentemente um acordo que mobiliza mais de 20 milhões de euros para a promoção externa […] e já conseguimos transferir 50% das verbas para as ARPTs poderem realizar a sua missão com estabilidade”, referiu.

“Estamos a fazer todos os esforços para que as entidades regionais de turismo tenham ao seu dispor os meios para cumprirem a sua missão”.

“Simultaneamente, temos ainda no capítulo das regiões os programas operacionais regionais, onde cabem também ainda verbas para reforçar a promoção externa das regiões”, notou, acrescentando que “quer com os fundos nacionais, quer com os fundos europeus, nós teremos meios ao dispor para continuarmos a afirmar as regiões em termos turísticos”.

Já quanto à Lei 33/2013, que define o atual regime jurídico da organização e funcionamento das entidades regionais de turismo, e que é apontada por estas como uma lei desatualizada, Nuno Fazenda afirma não ter “neste momento qualquer proposta ou linha de atuação nesta matéria”, com vista à sua alteração.

“O turismo tem crescido nos últimos anos, as instituições estão a funcionar, as entidades regionais de turismo têm cumprido bem a sua missão e por isso nós estamos sempre disponíveis e a dar todo o apoio às entidades regionais de turismo e ao dispor para colaborar nas mais diversas áreas e para sempre que houver razões para aperfeiçoar nós ouvimos todas as entidades.

Estratégia transfronteiriça entre Portugal e Espanha

A Estratégia conjunta para a Sustentabilidade do Turismo Transfronteiriço entre Portugal e Espanha 2022-2023 foi assinada na cimeira ibérica, em novembro do ano passado, em Viana do Castelo e será apresentada publicamente na FITUR na quinta-feira, 19 de janeiro. “Com esta estratégia queremos qualificar mais a nossa oferta turística, queremos uma maior cooperação entre os dois países, e sobretudo crescer no desenvolvimento turístico do interior”, apontou Nuno Fazenda.

O secretário de Estado do Turismo, Comércio e Serviços tinha prometido, no início de janeiro, lançar uma agenda para o turismo no Interior. “Estamos a trabalhar numa agenda para o turismo do interior que terá três grupos de projetos: projetos que se localizam no interior em sentido lato; projetos que ligam o litoral ao interior; e projetos que fazem a ponte da cooperação transfronteiriça entre Portugal e Espanha”, explicou.

“Por isso a nossa estratégia assenta no desenvolvimento de projetos em torno do turismo histórico-cultural como é o caso dos caminhos de Santiago, das fortalezas e castelos de fronteira, também do turismo de saúde e bem-estar em torno das termas, e do turismo de natureza, onde temas áreas de elevado valor turístico, e queremos partilhar conhecimento em diferentes áreas”, disse, sublinhano que “a expectativa é positiva”.

De acordo com Nuno Fazenda, o Governo dispõe de várias verbas para realizar esta estratégia transfronteiriça, nomeadamente instrumentos financeiros que estão ao dispor das entidades nacionais, do lado de Portugal e Espanha, instrumentos financeiros regionais e o apoio do POCTEP, o Programa Operacional de Cooperação Transfronteiriça Espanha e Portugal, “um programa com fundos europeus”.

Por último, o secretário de Estado frisou que tem uma “perspetiva positiva” em relação ao comportamento da procura do mercado espanhol em 2023. “O feedback que temos tido é positivo, nomeadamente das próprias empresas, daquilo que é a procura dos espanhóis por Portugal. É sabido que o mercado espanhol é o terceiro mais importante para o país, é o primeiro nas regiões Norte, Centro e Alentejo”, revelou, salientando que Portugal é o destino preferido dos turistas espanhóis no mês de agosto. “O que nós queremos é que haja mais meses de agosto ao longo do ano”, concluiu.

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