O setor do alojamento turístico registou 3,8 milhões de hóspedes e 10,7 milhões de dormidas em agosto, segundo dados divulgados esta terça-feira, 30 de setembro, pelo Instituto Nacional de Estatística (INE). O crescimento foi sustentado pelos residentes, que asseguraram a continuidade da tendência positiva, em contraste com uma ligeira quebra dos mercados estrangeiros.
Em agosto, o número de hóspedes aumentou 0,9% e o total de dormidas 1,1%, correspondendo a crescimentos de 0,9% e 1,1%, respetivamente. Estas variações encontram-se abaixo das registadas em julho (+4,5% e +3,9%, pela mesma ordem).
Segundo os dados do INE, os residentes contribuíram para o crescimento das dormidas, com um total de 3,8 milhões (+4,1%), enquanto os não residentes recuaram ligeiramente 0,5%, para 6,9 milhões.
Em linha com a evolução das dormidas, o abrandamento também se refletiu no crescimento dos proveitos: os totais fixaram-se em 1,0 mil milhões de euros (+6,5%) e os de aposento em 809,6 milhões (+5,5%), ambos em desaceleração face a julho (+10,0% e +9,2%, respetivamente).
No mês em análise, o rendimento médio por quarto disponível (RevPAR) situou-se em 116,8 euros (+2,6%), enquanto o rendimento médio por quarto ocupado (ADR) atingiu 159,2 euros (+4,3%).
Estados Unidos e Canadá em destaque entre mercados emissores
Os dez principais mercados internacionais representaram, em agosto, 78,9% das dormidas de não residentes. O Reino Unido manteve a liderança (16,9% do total das dormidas de não residentes), apesar da descida de 1,2% face ao mês anterior.
Espanha, o segundo maior mercado em agosto, recuou 9,1%, representando 15,0% do total. Seguiu-se o mercado francês, na terceira posição (quota de 10,9%), com um decréscimo de 4,6%.
Nos decréscimos, também Itália, Países Baixos e Irlanda registaram quedas de 6,9%, 5,7% e 4,6%, respetivamente.
Em contraciclo, as dormidas do mercado alemão, que representaram 9,4% do total das dormidas de não residentes em agosto, aumentaram 1,7%. Entre os principais mercados emissores destacaram-se os Estados Unidos, com um crescimento de 9,8%, e o Canadá, com um aumento de 8,5%.
Centro foi a única região com decréscimo de dormidas devido aos incêndios
A nível regional, apenas a região Centro registou uma diminuição nas dormidas face ao mês homólogo (-3,0%), “redução que poderá estar associada às circunstâncias decorrentes dos incêndios que afetaram a região nesse período”, segundo o INE.
As restantes regiões registaram crescimentos, com a Madeira (+3,7%) e a Península de Setúbal (+3,3%) a liderar. Já as regiões do Oeste e Vale do Tejo e do Algarve tiveram os crescimentos menos expressivos (+0,5% em ambos). O Algarve concentrou 30,3% do total de dormidas, seguindo-se a Grande Lisboa (19,3%).
As dormidas de residentes aumentaram em todas as regiões, exceto no Centro (-1,4%) e nos Açores (-0,9%). A Madeira foi a que mais cresceu (+39,6%), destacando-se ainda as regiões da Grande Lisboa (+8,4%) e do Oeste e Vale do Tejo (+5,7%).
Nos não residentes, os maiores aumentos ocorreram no Alentejo (+6,9%) e nos Açores (+2,2%). Em contraste, as quebras mais significativas registaram-se nas regiões Centro (-5,9%) e Oeste e Vale do Tejo (-4,9%).


