Quinta-feira, Setembro 29, 2022
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Rita Marques anuncia linha de microcrédito até 3M€ para empresas afetadas pelos incêndios

A secretária de Estado do Turismo, Comércio e Serviços, revelou que a nova linha de microcrédito até 3 milhões de euros para pequenas e microempresas é dirigida às empresas de turismo das regiões afetadas pelos incêndios. Esta linha foi aprovada na passada quinta-feira, em Conselho de Ministros, no seguimento dos danos causados pelos incêndios rurais este ano.

De acordo com Rita Marques, a medida tem como objetivo o financiamento das tesourarias que, em resultado dos incêndios, “impliquem necessidades temporárias de acréscimo de fundo de maneio, incluindo a amortização de contas correntes caucionadas ou liquidação de financiamentos de curto prazo, até um ano”, afirmou em entrevista ao Dinheiro Vivo.

A secretária de Estado do Turismo, Comércio e Serviços, afirmou em entrevista ao Dinheiro Vivo que existem dois obstáculos na indústria do turismo provocados pela pandemia: a falta de recursos humanos no setor e a falta de capitalização das empresas “decorrente de um crescimento grande a nível de taxa de endividamento e, por outro lado, de uma asfixia a nível da tesouraria que dá origem à criação de balanços fragilizados”. Rita Marques admitiu a possibilidade de serem criados novos apoios para a fundo perdido para o setor para aliviar as tesourarias impactadas com o aumento da inflação e dos custos energéticos.

“Estas novas linhas apresentadas esta semana vêm, de alguma forma, amenizar os custos de inflação e a eventual falta de poder de compra de todos nós, enquanto consumidores”, sublinhou a governante.

Localização do novo aeroporto de Lisboa

Rita Marques admitiu que as limitações do aeroporto de Lisboa e a possibilidade de ter de recusar voos no próximo ano é uma matéria que preocupa o governo. “O aeroporto de Lisboa é importante e espero que a decisão possa ser ventilada proximamente. Foi prometido há poucos dias pelo primeiro-ministro e parece-me que esse é o caminho a seguir”, referiu.

“Temos um aeroporto de Lisboa que está em condição de saturação, temos outros aeroportos no contexto nacional – Porto, Faro, Funchal, Ponta Delgada e Terceira – que têm capacidade de crescimento. E temos uma terceira opção de construir uma nova alternativa, em Santarém ou noutra localização”, notou a governante, sublinhando que “a solução mais imediata, assertiva e correta em tempo de ‘delivery’ passa por aproveitar a infraestrutura que está criada levando os operadores a aterrar a Norte, Sul e nas ilhas”.

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