O Roadshow da MSC Cruzeiros reuniu esta quinta-feira, 25 de setembro, cerca de 250 agentes de viagem em Lisboa e serviu de palco para apresentar as novidades do grupo para 2026, como a estreia da operação no Alasca, a partir de Seattle, e o reforço nas Caraíbas com novos portos de embarque nos Estados Unidos. À margem do evento, Pedro Vasco, Sales & Commercial Director da MSC Cruzeiros em Portugal, destacou ainda que 2025 está a ser “um ano de crescimento”.
Em Lisboa, a companhia organizou três eventos que, no total, reuniram perto de 500 agentes. “O roadshow é sobretudo para apresentar as novidades tanto da MSC como da Explora para o ano de 2026 e, acima de tudo, celebrar com os nossos parceiros aqui de Lisboa”, explicou o responsável, lembrando que a divisão em três eventos – dois durante o dia e um maior à noite – permitiu chegar a mais agentes de viagens.
Novos destinos em destaque
De acordo com o responsável, a aposta da MSC passa por reforçar a presença nas Caraíbas, agora com o novo terminal em Miami, inaugurado este ano em simultâneo com a chegada do MSC World America. “Com a inauguração do terminal em Miami e do MSC World America, a MSC mostrou que os Estados Unidos, especialmente os cruzeiros nas Caraíbas, são uma aposta de futuro, não só para o mercado americano, mas também para o europeu. Com o novo terminal, que é de última geração, o cliente tem um processo de embarque único e super confortável, que é isso que pretende quando está a viajar”, disse.
Outra novidade é a estreia da operação no Alasca a partir de Seattle, já no próximo verão. “Este é sem dúvida um dos grandes destinos do próximo ano e temos toda a confiança, mesmo pelo que temos visto de procura até agora. Era um destino que estava no top de muitos clientes, por isso acreditamos que será de facto único”, acrescentou Pedro Vasco.
Também no horizonte está a operação à partida de La Romana, na República Dominicana, a partir do inverno 2026/2027, com itinerários pelas Antilhas. “Olhamos com alguma expectativa para o mercado português precisamente por ser algo diferente. Tradicionalmente não temos tido muitos portugueses a viajar para fazer os nossos cruzeiros das Antilhas, mas acreditamos que este novo produto possa despertar interesse”, explicou.
“Outubro vai ser um mês fortíssimo de eventos no trade e isso vai trazer um push grande para as vendas do próximo ano, onde vamos voltar a ter as partidas do Funchal e vamos voltar a ter os cruzeiros à partida de Lisboa”
Balanço de 2025
Ainda sem números finais fechados, Pedro Vasco garantiu que 2025 está a ser um ano positivo. “Os últimos três meses são meses muito importantes para nós. Temos a operação dos turnarounds no Funchal e temos a operação dos Emiratos, que arranca em novembro. Portanto, estamos a falar logo aqui de dois produtos que no verão não existiram e que têm imensos passageiros portugueses. Felizmente os números neste momento da ocupação estão bastante bons, mas ainda há camarotes para vender”, explicou, sublinhando que “é mais prudente fazer os balanços depois das viagens acontecerem, mas para já podemos dizer que é um ano de crescimento”.
Sem se comprometer com números finais para este ano, o diretor comercial da MSC mostrou-se otimista: “Outubro vai ser um mês fortíssimo de eventos no trade e isso vai trazer um push grande para as vendas do próximo ano, onde vamos voltar a ter as partidas do Funchal e vamos voltar a ter os cruzeiros à partida de Lisboa”.
A operação de Lisboa, as Caraíbas, o Norte da Europa e o Mediterrâneo apresentaram resultados “bastante bons” durante o verão, a par da estreia do MSC World America. Já para a temporada de inverno, a grande novidade é a chegada do MSC World Asia, com capacidade para seis mil passageiros.
“Os [cruzeiros] Lisboa-Lisboa correram super bem, ainda não fecharam, terminam a 28 de outubro, mas a operação teve praticamente 100% de ocupação”

Cruzeiros Lisboa-Lisboa e partidas do Funchal
Pedro Vasco fez um balanço muito positivo dos cruzeiros Lisboa-Lisboa. “Os Lisboa-Lisboa correram super bem, ainda não fecharam, terminam a 28 de outubro. Aliás, essa última rotação é a única que ainda tem talvez uma dúzia de camarotes para vender, muito pouco. Portanto, a operação de Lisboa teve praticamente 100% de ocupação, correu super bem. Tivemos 20 partidas com início e fim em Lisboa e correu muito bem, como tem acontecido já nos anos anteriores”, disse, destacando que a percentagem de portugueses a bordo cresceu face a anos anteriores.
Para 2026, a companhia vai reduzir o número de rotações em Lisboa, passando de 20 para 16. “Vamos cobrir toda a época alta em Lisboa. Vamos experimentar fazer com um navio da classe Lírica, um bocadinho mais pequeno, mas com mais camarotes familiares. Portanto, até podemos, com menos quatro rotações, ter mais passageiros. É uma operação com muita boa expectativa, especialmente para darmos resposta às famílias, que são praticamente o cliente número um que viaja nos meses de verão”, explicou.
Já o Funchal tem vindo a ganhar peso na estratégia da MSC. “O Funchal tem sido uma surpresa muito agradável. Somos um dos países na MSC que tem uma taxa de venda e de ocupação dos camarotes alocados ao Porto do Funchal muito interessante. Claro que é uma operação que ainda vai começar em novembro, mas o ano passado correu muito bem e reforçámos para este inverno. Já temos alguns milhares de passageiros reservados e para o próximo inverno vamos voltar a fazer, até com o MSC Fantasia, um navio de uma classe superior”, referiu.
cruzeiros com partida do funchal:
“Já temos alguns milhares de passageiros reservados e para o próximo inverno vamos voltar a fazer, até com o MSC Fantasia, um navio de uma classe superior”.
Explora Journeys reforça presença em Portugal
O roadshow serviu também para apresentar Renato Reis como novo sales manager da Explora Journeys em Portugal. O responsável destacou que a marca ainda está a dar-se a conhecer em Portugal: “O trade já percebeu que existe um segmento de luxo dentro do grupo MSC, mas ainda falta muito caminho a percorrer para dar notoriedade. Estamos a trabalhar com os agentes de viagem, com parcerias estratégicas e também através de comunicação direta”. Ao mesmo tempo, a marca está a ganhar visibilidade através do desporto e de eventos exclusivos, como o patrocínio da Fórmula 1 ou a parceria com o tenista Yannick Sinner.
Apesar de estar numa fase inicial, já há portugueses a viajar com a Explora Journeys, sobretudo no Mediterrâneo. Atualmente a companhia tem dois navios em operação, com um terceiro a estrear-se em agosto de 2026. Até 2028, a frota contará com seis navios.
A MSC reafirmou ainda a importância das suas parcerias aéreas para o produto Fly&Cruise. “Com a TAP temos a parceria e os bloqueios feitos para o produto cruzeiro e voo tanto no Mediterrâneo, como no Norte da Europa, como também nos Estados Unidos. A TAP tem sido um parceiro extremamente importante e estratégico para nós”, explicou Pedro Vasco.
Quanto aos cruzeiros nos Emirados, Pedro Vasco sublinha que se tratam de “um produto excelente” para o mercado português. A parceria com a Emirates mantém-se firme e a MSC pretende que esta colaboração se estenda também à Explora Journeys.




