Quarta-feira, Abril 17, 2024
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Ryanair pondera deixar Bolsa de Londres devido a regras do ‘Brexit’

A companhia aérea irlandesa Ryanair disse esta segunda-feira, dia 1 de novembro, estar a considerar deixar a Bolsa de Valores de Londres, devido à queda no volume de negócios das ações ordinárias que, devido ao ‘Brexit’, só podem ser adquiridas por cidadãos da UE.

No relatório dos resultados do primeiro semestre fiscal (até 30 de setembro), hoje divulgado e no qual a Ryanair reportou perdas de 48 milhões de euros, a companhia aérea disse estar a “analisar as vantagens de manter a cotação padrão” na Bolsa de Londres.

No ano passado, a Ryanair avançou que, a partir de janeiro deste ano, com a entrada em vigor do ‘Brexit’ (expressão que se refere à saída do Reino Unido da União Europeia, UE), iria restringir os direitos dos acionistas britânicos, para garantir que a maioria das ações da empresa esteja na UE.

Os regulamentos da UE estabelecem que mais de 50% das suas ações devem estar em posse de cidadãos da UE, como condição para poder operar em todo o território sob a política de “céu aberto”.

A Ryanair, líder europeia no segmento de baixo custo, explicou que a possível saída da Bolsa de Valores de Londres seria “consistente” com a “tendência geral de negociação de ações comunitárias de empresas”, após a saída do Reino Unido da UE.

“É potencialmente mais grave para a Ryanair, já que a proibição de cidadãos de fora da UE comprarem ações ordinárias da Ryanair foi estendida aos cidadãos do Reino Unido após o Brexit”, observou a companhia aérea.

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