Sábado, Março 7, 2026
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São Miguel Park Hotel reabre a 1 de abril após remodelação total


A reabertura do São Miguel Park Hotel está marcada para 1 de abril, após um processo de remodelação total integrado num pacote de investimento de cerca de dez milhões de euros que a Bensaude Hotels está a concretizar nos Açores. O anúncio foi feito esta quarta-feira, durante a BTL – Better Tourism Lisbon Travel Market, que decorre entre 25 de fevereiro e 1 de março, no Parque das Nações.

“Estamos a investir nos nossos hotéis porque estamos a investir no destino”, afirmou Pedro Salazar, diretor de Vendas da Bensaude Hotels, sublinhando que o grupo tem em curso “um pacote de investimento à volta dos dez milhões de euros”, que envolve não só o São Miguel Park Hotel, mas também o Grand Hotel Açores Atlântico e “outros investimentos de renovação”.

O São Miguel Park Hotel encontra-se “fechado totalmente desde novembro do ano passado”, após um encerramento faseado de alas iniciado em outubro. A conclusão da obra está prevista para o final de março. “Vamos tentar abrir um pouco antes, mas a 1 de abril de certeza que está em operação”, garantiu o responsável.

O hotel contará com 163 quartos, incluindo 20 familiares, dez quartos comunicantes com capacidade para quatro pessoas, duas junior suites e uma suite descrita como “o quarto emblemático com uma vista panorâmica extraordinária”.

Entre as novidades destacam-se três novas áreas de lazer: uma piscina exterior, “uma das melhores piscinas interiores de São Miguel” e uma nova sala de jogos.

Com a renovação, a unidade reforça a sua “grande vocação para a família”. “Consideramos que temos a melhor proposta hoteleira para famílias em Ponta Delgada. É um hotel de lazer, com espaços convidativos”, descreveu Pedro Salazar, salientando que “não é só um sítio para ficar, mas para usufruir”.

Quanto aos principais mercados para o São Miguel Park Hotel, Pedro Salazar destacou o do Estados Unidos, sublinhando que “é transversal a todos os hotéis e ganhou uma dimensão grande”. Referiu ainda a forte ligação da unidade aos mercados do Norte da Europa, indicando que “os mercados escandinavos são críticos”. Além disso, apontou o contributo de outros mercados europeus, nomeadamente “o alemão, que responde muito bem fora de época, e o francês”.

Bensaude Hotels cresce perto de 10% em 2025

No ano passado, considerando apenas as unidades já em operação em 2024, a Bensaude Hotels registou um crescimento “perto dos dois dígitos, perto de 10%” em receitas, revelou Pedro Salazar. Contando com os novos projetos, “o crescimento foi maior”.

Para 2026, o grupo projeta um crescimento “idêntico”, ainda que com prudência. “Há alguns hotéis com uma margem de crescimento maior do que outros, mas estamos otimistas em relação ao 2026, apesar de cautelosos”, afirmou.

No São Miguel Park Hotel, Pedro Salazar antecipa um “bom arranque” já em 2026. “Estamos a fazer campanhas de reabertura para dar notoriedade a esta nova fase. O hotel vai abrir logo com boas ocupações”, afirmou, admitindo que, apesar do primeiro trimestre parado, o ano deverá ter “um bom ano no conjunto”. 

Em 2024, o grupo passou a gerir o Hotel do Caracol, na ilha Terceira, e adquiriu o Caloura Hotel Resort. Sobre o primeiro, Pedro Salazar reconheceu que “não foi o melhor ano de sempre”, mas descreveu-o como um “ano de aprendizagem”. Já o Caloura é visto como “um hotel extraordinário, com potencial enorme”, que deu “um grande contributo” para os resultados.

Quanto ao futuro Convento da Alpendurada, no Douro, trata-se, para já, “apenas de uma aquisição”. “É um edifício que não está operacionável. Ainda vai ser alvo de projeto de arquitetura e implantação. Há muito para desenvolver”, adiantou.

“Óasis em Ponta Delgada” quer contrariar sazonalidade

Segundo Pedro Salazar, o São Miguel Park Hotel é “um hotel que nos liga ao destino desde 2001” e que “representa a evolução dos Açores nos últimos 25 anos”. Ao longo de 25 anos de operação, acompanhou as diferentes fases de crescimento do destino, “nem sempre tão acentuado como agora mais recentemente”.

Em termos estratégicos, a “ideia-chave” passa por “contrariar a ideia de que os Açores são um destino de maio a setembro”, defendendo que o São Miguel Park Hotel “é o hotel que tem dado melhor resposta em Ponta Delgada ao contrariar uma sazonalidade que é estrutural, mas não é natural”.

O projeto de renovação foi desenvolvido pela arquiteta Bárbara Neto, cofundadora e diretora criativa do atelier Lemon Variance. O conceito assenta na ideia de “óasis em Ponta Delgada”. Localizado junto de três dos principais jardins da cidade — o Jardim António Borges, o Jardim Palácio de Sant’Ana e o Jardim José do Canto –, o hotel assume estes espaços verdes como “base de inspiração para a remodelação”.

Durante a apresentação, Ricardo Rego, diretor de Projetos e Construção da Bensaude Hotels, sublinhou que “o principal objetivo” do projeto foi “a remodelação global do hotel”. A intervenção incluiu a ampliação do restaurante, agora aberto para o lounge e com capacidade para 165 lugares sentados. Além disso, o foco passou pelo “reforço da experiência para famílias” e pela “valorização das zonas públicas e importância do espírito de comunidade”.

Ao nível dos materiais, foi adotada uma paleta de cores quentes — verde, laranja e amarelo — combinada com madeira de nogueira e tecidos “com atitude e vibrantes”. 

Os quartos distribuem-se por três conceitos distintos (Leaves, Trees e Birds) correspondentes a três ilustrações desenvolvidas no âmbito do projeto. “Todos os quartos do São Miguel Park Hotel têm áreas muito generosas”, sendo que “o mais pequeno tem cerca de 25 metros quadrados”, e apresentam “vistas bastante desafogadas”. Têm um layout “funcional”, “grandes janelas” e “mobiliário exterior em todas as varandas”.

O lobby surge agora com uma entrada “muito mais luminosa, com cores contemporâneas” que trazem “a naturalidade dos jardins” para a receção, cuja configuração “transmite a proximidade que queremos entre o hotel e o hóspede”.

“O novo São Miguel Park Hotel respeita a sua história, mas está a preparar-se para o futuro. É mais moderno, mais natural e mais acolhedor”, resumiu Ricardo Rego, acrescentando que este “novo óasis no centro da cidade será uma referência para quem deseja visitar os Açores e Ponta Delgada”.

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