Serra da Estrela cresce 14,5% nas dormidas no arranque de 2026 e antecipa verão “muito positivo”

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A Serra da Estrela registou mais de 179 mil dormidas nos meses de janeiro e fevereiro de 2026, um crescimento de 14,5% face ao mesmo período do ano anterior, registando o “maior número de dormidas da região Centro”. Esta evolução confirma a tendência de crescimento dos últimos anos e antecipa uma época de verão “muito positiva”, afirma a Turistrela.

De acordo com dados da Comunidade Intermunicipal das Beiras e Serra da Estrela (CIMBSE), divulgados pela Turistrela, empresa responsável pela exploração turística acima da cota dos 800 metros de altitude na Serra da Estrela, a região contabilizou mais de 179 mil dormidas e recebeu cerca de 90.100 hóspedes nos dois primeiros meses do ano. Os principais mercados emissores foram Portugal, Brasil e Reino Unido. 

Os concelhos de Covilhã, Seia, Manteigas e Gouveia concentraram 112.275 dormidas, o equivalente a cerca de 62,5% do total registado na CIM Beiras e Serra da Estrela, o que significa que mais de 60% das dormidas ocorreram no núcleo turístico da Serra da Estrela.

Segundo a Turistrela, o crescimento da procura foi impulsionado não apenas pela neve e pelos desportos de inverno, mas também pela valorização de produtos como a natureza, a gastronomia, o património, o turismo de bem-estar e as aldeias de montanha. Para a empresa, estes resultados demonstram que a Serra da Estrela está “cada vez menos dependente das condições de neve para atrair visitantes”.

A empresa considera ainda que a região se afirma como um destino de todo o ano, apoiado numa oferta diversificada. Embora ainda não existam dados oficiais para a época estival, a Turistrela refere que existe “já uma grande procura do destino para o verão, com reservas hoteleiras em crescendo”, antecipando um verão “com perspetivas muito positivas em termos de hóspedes e dormidas”.

Em jeito de balanço, a Turistrela considera que o inverno de 2026 “confirmou a dinâmica positiva do turismo na Serra da Estrela” e acredita que esta evolução permitirá reforçar a posição da região como “um dos principais destinos de natureza e montanha em Portugal”. 

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