O Sindicato de Hotelaria e Restauração do Centro acusou esta segunda-feira, 11 de agosto, a Associação da Hotelaria de Portugal (AHP) e a Associação da Hotelaria, Restauração e Similares de Portugal (AHRESP) de bloquear a contratação coletiva e manter ordenados congelados, quando se registam recordes nas receitas do turismo.
Numa ação de sensibilização na Figueira da Foz, no litoral do distrito de Coimbra, o Sindicato de Hotelaria e Restauração do Centro alertou para os direitos dos trabalhadores do setor e para o bloqueio da contratação coletiva que, segundo defendem, está a ser promovido pelas principais associações do setor hoteleiro.
“A AHP tem os salários congelados há mais de 15 anos e a AHRESP desde 2023”, afirmou o presidente da estrutura sindical, Afonso Figueiredo, citado pela agência Lusa. O responsável disse não compreender que “se atinjam recordes de receitas no turismo e isso não se traduza em melhores condições para os trabalhadores, que na sua maioria recebem o salário mínimo nacional”.
De acordo com Afonso Figueiredo, a manter-se a atual situação em 2026 “os trabalhadores com 20 e 30 anos de casa vão ficar a receber o salário mínimo nacional”.
Afonso Figueiredo acusa a AHP e a AHRESP de, no âmbito da contratação coletiva, tentarem impor cláusulas que reduzem os direitos dos trabalhadores, numa tentativa de flexibilizar o trabalho e reduzir os pagamentos aos fins de semana e feriados.
“Defendemos a redução da carga horária para 35 horas semanais, o acréscimo de pagamento aos fins de semana e feriados e o aumento do número de dias de férias para 25 dias, mas as nossas propostas têm recebido um redondo não das entidades patronais”, referiu.
Durante o mês de agosto, o Sindicato de Hotelaria e Restauração do Centro vai realizar ações de sensibilização e informação junto dos trabalhadores do setor e dos clientes para denunciar estas situações e mobilizar os profissionais para a luta pelos seus direitos.



