Quarta-feira, Agosto 17, 2022
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Smart cities são o futuro do turismo urbano pós-pandemia, diz a GlobalData

Segundo uma pesquisa da GlobalData, 78% dos entrevistados espera que a tecnologia mude a forma como desempenha o seu trabalho nos próximos três anos. Também afetará a maneira como os indivíduos viajam e as suas experiências numa atração turística ou destino.

Como? Ajudando a experiência do visitante, mitigando os efeitos do turismo excessivo e levando a uma gestão mais sustentável. A GlobalData, uma empresa de análise de dados, considera que os ‘passaportes de vacinação’ digitais, que têm como objetivo garantir a recuperação segura de viagens internacionais pós-pandemia, abrem caminho para uma relação mais próxima entre tecnologia e viagens num futuro próximo, e as smart cities (cidades inteligentes), “sem dúvida desempenharão um papel fundamental”.

Johanna Bonhill-Smith, Analista de Viagens e Turismo da GlobalData, afirma: “A covid-19 trouxe mais oportunidades para os destinos reconstruírem e repensarem as suas políticas de turismo, trabalhando em direção a um futuro mais sustentável. Muitas entidades que gerem os destinos têm avaliado os seus mercados emissores, trabalhando no ajuste da sua imagem para atrair mais ‘turistas civilizados’ após a pandemia. Outros, no entanto, têm trabalhado num ‘conceito inteligente’ para garantir uma experiência perfeita para o visitante pós-pandemia e monitorizar o turismo mais de perto através da gestão de capacidade, à medida que trabalham em direção a um modelo de turismo mais responsável.

“Embora o conceito de smart cities tenha sido referido muitas vezes no passado, a realidade é que existem apenas alguns destinos que trabalham ativamente nesse sentido. No entanto, uma vez que as empresas estão a focar-se fortemente na incorporação de tecnologia para melhorar a experiência do visitante através de serviços sem toque e ‘sem contato’ juntamente com o uso de aplicações inteligentes, há claramente uma maior alavancagem para os destinos utilizarem dados na gestão futura”.

Singapura e Veneza são apontados como “exemplos excelentes” de destinos que defendem os benefícios da tecnologia inteligente. Singapura foi consistentemente premiada com o título de ‘cidade mais inteligente do mundo’ no IMD Smart cities Index e Veneza acelerou o seu desenvolvimento com a Internet das Coisas (IoT) e a gestão de capacidade para ressurgir de forma mais responsável pós-pandemia.

Bonhill-Smith acrescenta: “Com as empresas a adaptarem-se às preferências do consumidor pós-pandemia, isso traz mais oportunidades para os as entidades que gerem os destinos colaborarem com as partes interessadas locais para construir políticas de turismo mais responsáveis pós-pandemia”.

“O envolvimento das partes interessadas é um fator crítico para o sucesso de um destino turístico. Soluções tecnológicas e inteligentes por si só continuarão a ser importantes nas viagens futuras, mas a combinação de tecnologia e colaboração são os dois fatores principais que levarão a um turismo mais responsável num ambiente pós-pandémico. ”

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