Domingo, Agosto 14, 2022
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Solférias. Viagens curtas e voos diretos são tendência num verão que se espera de alguma retoma

A Solférias apresentou esta quinta-feira, dia 15 de abril, a sua programação para 2020/2021. Nuno Mateus, diretor geral do operador turístico acredita que o próximo verão “será o início de alguma coisa”.

Destinos de proximidade, nomeadamente Portugal continental, Madeira e Açores, têm “naturalmente um grande avanço este ano em relação aos outros destinos, por uma questão de conforto e de confiança das pessoas”, refere o responsável. Mas ao contrário do ano passado, que praticamente os pedidos eram inexistentes para o verão noutros destinos, este ano “as coisas já são muito diferentes”. “À exceção das Maldivas, que passa ao lado desta crise, a verdade é que há uma procura de curtas distâncias e voos diretos por uma questão de segurança e confiança”.

A seguir aos destinos portugueses, a grande maioria das vendas concentra-se em voos relativamente curtos, como a ilha do Sal, Cabo Verde. “As pessoas não querem fazer escalas, mas, depois, para furar toda a nossa teoria temos as Maldivas, que é um verdadeiro case study. É qualquer coisa de extraordinário, talvez por ser um destino exclusivo”.

Para Nuno Mateus, que falou à imprensa depois da apresentação, um dos fatores a ter em conta também na procura é a questão dos testes. “A uniformização dos processos de viagem tem de acontecer, todos os dias aparece um certificado, ninguém se entende e tudo é mais difícil assim. Se houver vontade de dinamização das viagens há que olhar para os PCR’s. Imaginem um casal com duas crianças pagar numa ida e volta 800 euros em testes PCR. Isto parece-me uma autêntica loucura. Se calhar uma das vantagens da ilha do Sal é que só obriga a testes antigénio na ida e claramente as curtas distâncias e os voos diretos têm vantagens”.

Embora preveja alguma atividade, Nuno Mateus afirma que será “difícil vender 50% do que vendemos em 2019”, porque, na prática, “já temos cinco meses sem vendas”. “Fazer 50% num ano em que a procura é inferior e em que só temos 7 meses para vender, não me parece possível”.

Estarão as viagens este ano mais baratas? “Em termos de charters acredito que sejam bastante acessíveis, em relação aos voos regulares a tendência é que sejam mais caros, há muito menos voos hoje em dia”, refere Nuno Mateus.

Paulo Almeida, account manager da Solférias, também presente na conferência de imprensa, sublinha: “As pessoas não podem estar à espera de pechinchas este ano, ou seja, há muita gente que diz os preços vão baixar, nunca tivemos essa política na Solférias de baixar os preços, os nossos preços vão sempre aumentando, quer seja por causa dos suplementos, ou por as reservas antecipadas já não existe”.

Vales Covid-19 pagos dentro de dois meses

A Solférias candidatou-se à linha de crédito de 100 milhões de euros criada para apoiar as agências e operadores nos reembolsos de viagens que não foram efetuadas ou foram canceladas devido ao contexto pandémico.

O operador aguarda a conclusão do processo, estimando que dentro de dois meses possa fazer o reembolso às agências de viagens.

“Os vales Covid-19 foram fundamentais, porque conseguimos resolver uma questão de tesouraria. Posso adiantar-vos que a Solférias aderiu às linhas de crédito disponíveis. Aguarda unicamente a conclusão do processo e se tudo correr bem esperamos que dentro de dois meses ter os vales reembolsados. Os reembolsos não serão feitos por nós. Serão feitos pelo banco”, revelou Nuno Mateus.

Com estes vales, destaca Nuno Mateus, a credibilidade das agências e dos operadores cresceu junto do consumidor. “Há sondagens que indicam que mesmo os turistas mais jovens olham para as agências de viagens de uma forma completamente diferente. Há que não esquecer todo o trabalho árduo e profissional que foi efetuado pelas agências de viagens e pelos operadores nos repatriamentos”. 

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