A TAP encerrou os primeiros nove meses de 2025 com um lucro de 55,2 milhões de euros, resultado que foi impulsionado pelos 126 milhões de euros alcançados no terceiro trimestre, revelou esta quarta-feira, 19, a companhia aérea. O desempenho do verão permitiu compensar integralmente as perdas do primeiro semestre e consolidar a recuperação financeira.
Até setembro, a TAP transportou 12,7 milhões de passageiros, mais 2,9% do que no mesmo período de 2024, e operou um número de voos praticamente idêntico ao registado no ano anterior, com um crescimento de 0,7%. A capacidade aumentou 3%, enquanto os RPK subiram 4,6%, elevando a taxa de ocupação para 84,2% nos primeiros nove meses. No terceiro trimestre, o Load Factor atingiu 87,9%, mais 1,7 pontos percentuais.
As receitas operacionais totalizaram 3 281,3 milhões de euros até setembro, um aumento marginal de 0,5% face ao período homólogo. O PRASK desceu 3% para 7,07 cêntimos, enquanto os custos operacionais recorrentes aumentaram 4,3% para 3 054 milhões de euros. O EBITDA recorrente situou-se nos 592 milhões de euros, menos 11% do que em 2024, e o EBIT caiu 32,7% para 227,2 milhões. Em contrapartida, as receitas de Manutenção registaram um forte crescimento de 64% no terceiro trimestre.
A companhia descreve 2025 como um dos verões mais movimentados dos últimos anos, com mais capacidade, mais passageiros e mais voos operados face ao ano anterior. No entanto, o período foi também marcado por disrupções operacionais, greves no handling, constrangimentos no controlo de fronteiras, limitações no espaço aéreo europeu e condições meteorológicas adversas, fatores que condicionaram a operação.
A 30 de setembro, a TAP dispunha de uma posição de liquidez de 1 025,6 milhões de euros, mais 373,9 milhões face ao final de 2024, mantendo um rácio de dívida financeira líquida sobre EBITDA estável em 2,5 vezes.
O CEO da TAP, Luís Rodrigues, destaca que “a TAP apresentou uma performance sólida no terceiro trimestre, com um aumento de receitas, impulsionadas por um contributo relevante da Manutenção, resultados operacionais sólidos e um resultado líquido positivo que compensou integralmente as perdas do primeiro semestre, dando assim continuidade ao desempenho do segundo trimestre.”
O gestor acrescenta ainda: “Este foi um dos verões mais movimentados dos últimos anos, com maior capacidade, mais passageiros transportados e voos operados. No entanto, foi também um dos mais desafiantes, marcado por pressões concorrenciais persistentes e disrupções operacionais, desde greves, principalmente no handling, e constrangimentos no controlo de fronteiras nos aeroportos nacionais até restrições no espaço aéreo europeu e eventos meteorológicos adversos, que continuam a afetar a nossa operação, exigindo uma forte coordenação e resiliência das nossas equipas para mitigar impactos.”
Sobre o processo de privatização parcial, Luís Rodrigues sublinha: “Durante este trimestre, o nosso acionista aprovou o início do processo de privatização parcial do capital da TAP. Como este processo deverá prolongar-se por vários trimestres, o nosso foco estratégico mantém-se inalterado: transformar a TAP numa empresa sustentadamente rentável e atrativa, consolidando a eficiência operacional e a sustentabilidade financeira, através do nosso compromisso e trabalho diário, com o apoio dos nossos stakeholders e a dedicação das nossas pessoas.”
Quanto ao último trimestre do ano, a companhia prevê reservas ligeiramente acima de 2024, apesar do aumento da capacidade e da tendência para reservas mais próximas da viagem. A modernização da frota continua a avançar, apesar de atrasos na cadeia de abastecimento, com a entrega de um Airbus NEO prevista até ao final do ano.






