A Associação da Hotelaria de Portugal (AHP) está a realizar um inquérito junto dos seus associados para avaliar os danos provocados pelas recentes tempestades, mas considera ainda prematuro quantificar impactos na ocupação, cancelamentos ou operações. Em declarações ao TNews, a vice-presidente executiva, Cristina Siza Vieira, sublinha que os efeitos na procura tendem a ser conjunturais. “As pessoas não viajam quando se preveem calamidades. Por isso os efeitos são curtos no tempo mas profundos”.
A AHP esclarece que tem em curso, desde 31 de janeiro, um inquérito junto dos associados para levantamento de danos nos estabelecimentos, prejuízos sofridos pelos trabalhadores e para apelo à capacidade solidária do setor. “Esperamos que este inquérito só tenha resultados depois de passado este período […] Só no final teremos dados fidedignos”, refere Cristina Siza Vieira.
Questionada sobre os impactos já registados na hotelaria, nomeadamente ao nível de cancelamentos, ocupação e operações nas regiões mais afetadas, a responsável é cautelosa: “Não temos forma de saber neste momento.” A associação confirma, no entanto, ter conhecimento indireto de unidades hoteleiras afetadas.
Quanto aos mecanismos de apoio, a AHP remete para o pacote que estará a ser preparado pelo Governo. “Neste momento sabemos estar em preparação um pacote de apoios a vários sectores económicos e industriais e o valor previsto do pacote global dos apoios que foi anunciado de 2,5 mil milhões de euros”, refere a vice-presidente executiva.
Relativamente à evolução da procura turística, sobretudo na região Centro, Cristina Siza Vieira considera que o impacto dependerá da dimensão dos danos. “Como sempre, depende do nível de destruição da área/região. As ocorrências deste tipo, por si só, têm efeito conjuntural: as pessoas não viajam quando se preveem calamidades. Por isso os efeitos são curtos no tempo mas profundos.”
Ainda assim, aponta para uma recuperação sustentada nos precedentes históricos. “No seguimento, caso estejam reunidas as condições de segurança, por um lado, e possam ser prestados serviços turísticos de qualidade (alojamento, restauração, oferta cultural, mobilidade, etc) o destino recupera e é isso que os padrões históricos demonstram.”



