Quinta-feira, Maio 23, 2024
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Territórios do Interior vão ser a prioridade na promoção turística nacional, indica Nuno Fazenda

Nuno Fazenda, Secretário de Estado do Turismo, Comércio e Serviços, anunciou na quinta-feira, em Viseu, o objetivo de promover os territórios do Interior a nível do turismo, discriminando-os de forma positiva em relação ao litoral. As declarações foram feitas numa sessão pública sobre a Agenda para o Turismo no Interior, que decorreu no Auditório da Escola Superior de Tecnologia e Gestão de Viseu.

“A coesão territorial é uma prioridade deste Governo e, nesse sentido, os territórios do Interior devem ser uma prioridade na promoção turística”, afirmou o governante, acrescentando que “o Interior tem produtos turísticos únicos que devem ser valorizados”.

Para concretizar esta intenção, o Secretário de Estado exemplificou com medidas que discriminam positivamente os territórios do Interior. São os casos do programa Consolidar + Turismo, que prevê mais apoios para empresas do Interior; do Portugal Events, que vai diferenciar positivamente os eventos que decorram em destinos afastados do litoral; e da valoração adicional das produções internacionais que escolham filmar em territórios de baixa densidade, ao abrigo da Portugal Film Commission. Nuno Fazenda anunciou ainda que o Governo pretende apresentar a Agenda para o Turismo no Interior em abril.

A sessão em Viseu integrou o Roteiro da Agenda para o Turismo no Interior, que o governante está a realizar pelo interior do país entre 31 de janeiro e 3 de fevereiro, com o objetivo de “ouvir e debater com os atores locais os desafios, as potencialidades e as prioridades do turismo no interior”, refere o Turismo Centro de Portugal em comunicado.

Além de Nuno Fazenda, os discursos de abertura da sessão estiveram a cargo de Pedro Machado, presidente do Turismo Centro de Portugal, Leonor Barata, Vereadora do Turismo e Cultura da Câmara Municipal de Viseu, e José dos Santos Costa, Presidente do Instituto Politécnico de Viseu.

Na ocasião, Pedro Machado salientou a preocupação em combater a sazonalidade, a litoralização e a reduzida estadia média, assim como o despovoamento, problemas que afetam a atividade turística no Interior. Para fazer face a estas dificuldades, Pedro Machado defendeu que devem ser destacados os grandes trunfos do Interior do país.

“O Interior de Portugal é o luxo do século XXI, uma vez que oferece tempo, silêncio e segurança. Se passarmos esta mensagem aos mercados internacionais, nomeadamente os mercados emergentes, seremos capazes de atrair mais turistas a estes territórios”, disse.

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