O The Editory Collection Hotels, marca de hotelaria do Grupo Sonae, organizou um Cocktail Dinatoire no passado dia 28 de novembro, no The Editory Riverside Santa Apolónia, em Lisboa. À margem do evento, Isabel Tavares, diretora geral de Marketing e Vendas da cadeia hoteleira, conversou com o TNews sobre o crescimento da marca em 2024 e os seus planos de expansão para um novo destino, o Funchal.
Isabel Tavares começou por adiantar que “o ano de 2024 foi um bom ano” para o The Editory Collection Hotels. “Conseguimos superar o ano anterior e isso é sempre positivo. Vamos ficar acima do ano passado dois dígitos e ficámos em linha com o orçamento”, revelou.
“Neste momento, estamos em cinco destinos em Portugal”, disse a diretora geral de Marketing e Vendas do The Editory Collection Hotels, que conta com 11 hotéis espalhados por Lisboa, Porto, Viana do Castelo, Troia e Lagos. “Estamos a reforçar a nossa presença e, no próximo ano, estaremos em seis”, acrescentou.
O Funchal é a próxima adição ao portfólio de destinos da cadeia hoteleira, com a inauguração do Editory by The Sea Funchal, um hotel de 5 estrelas, em 2025. “Todos sabemos o sucesso que o Funchal tem tido nos últimos anos. É um mercado que está sempre muito em alta e nós não queríamos perder esse comboio. Por isso surgiu-nos uma oportunidade e nós não dissemos que não”, explicou Isabel Tavares.
Não obstante, esta não é a única novidade prevista para o próximo ano. O The Editory Collection Hotels reforçará a sua aposta no mercado algarvio com a abertura da sua segunda unidade hoteleira: o Editory by The Sea Lagos, de 5 estrelas. Trata-se de “um projeto que já vem há algum tempo. Já temos o Aqualuz Lagos de 4 estrelas e fazia sentido complementar a oferta com um hotel de 5 estrelas”, afirmou Isabel Tavares.
“Do ponto de vista de expansão, estamos sempre disponíveis para novos desafios e novos projetos, desde que se enquadrem no nosso portfólio”, afirmou a diretora geral de Marketing e Vendas. “Temos muita expectativa para o próximo ano e perspectivamos continuidade de crescimento a ritmos mais lentos, mas esperamos continuar a crescer”.


“O sucesso do hotel vai depender da maturidade no mercado e da localização”
Questionada sobre quais os hotéis da cadeia com maior taxa de ocupação, Isabel Tavares respondeu que “é uma pergunta difícil porque estão em destinos muito diferentes”. Enquanto o Porto Palácio Hotel by The Editory tem “uma performance muito boa porque é um hotel que já está há 38 anos no mercado”, destinos como Troia e Lagos “são muito sazonais pelas características do mercado”.
Este ano, a marca hoteleira da Sonae sentiu “mais dificuldades em alguns destinos em relação a outros”, destacando em particular a cidade de Lisboa e Troia. “No nosso portfólio, sentimos mais dificuldade na cidade de Lisboa. Temos vários fatores [que dificultam], nomeadamente as obras ao nosso lado que criam aqui alguns constrangimentos”, referiu Isabel Tavares. “Troia foi um destino que atingiu máximos de resultados nos anos anteriores, em anos de Covid, o que levou a que este ano fosse um ano mais desafiante do ponto de vista do crescimento”.
Isabel Tavares sublinhou ainda que “o sucesso do hotel vai depender da maturidade que tem no mercado e também da sua localização”.
Missão e identidade dos Editory Hotels
A marca hoteleira acredita que “uma estrutura para ser sustentável tem que estar assente em quatro pilares” e, por isso, trabalha para que todas as suas unidades valorizem “a hospitalidade, o local, a sustentabilidade e a arte”.
“Tal como o nome indica, somos a The Editory Collection Hotels, somos uma coleção de hotéis de atmosferas diferentes e é assim que nós queremos manter o nosso projeto”, comentou Isabel Tavares.
Sobre a vertente da sustentabilidade, a responsável destacou que a sua importância “é muito grande e, por isso, ao mesmo tempo que criámos o The Editory Collection Hotels, criámos uma submarca que se chama Seeds”. Isabel Tavares explicou que “Seeds significa semear o futuro e esta marca existe para comunicarmos tudo aquilo que fazemos do ponto de vista da sustentabilidade ao nosso cliente e às pessoas que trabalham connosco”.
“Todos os projetos que desenvolvemos têm a sustentabilidade presente de várias formas”, acrescentou Isabel Tavares, indicando a título de exemplo que o The Editory Riverside Santa Apolónia foi “o primeiro hotel com pré-certificação BREEAM na Península Ibérica”.






O peso do mercado internacional no The Editory Collection Hotels
O perfil de hóspedes do portfólio hoteleiro varia de unidade para unidade, disse Isabel Tavares. “Quando falamos do destino de Troia, é maioritariamente mercado nacional e mercado repeater, de pessoas que já frequentam o destino há muitos anos. Quando pensamos em Lisboa e no Porto, o mercado internacional domina. O Porto Palácio, por exemplo, é um hotel de congresso, muito virado para o corporativo, por isso também já começa a ter uma percentagem superior de mercado nacional”, indicou.
Quanto aos principais mercados, “existem sempre os tradicionais, como o mercado inglês e o mercado francês”, disse a diretora geral de Marketing e Vendas. “Nos últimos anos, e acho que isto é uma tendência do setor, o mercado dos Estados Unidos e o mercado brasileiro estão a crescer”.
Do ponto de vista de expansão, a responsável referiu que “estamos focados acima de tudo no território nacional, mas nós não escolhemos projetos que nos surjam em destinos internacionais”. Isabel Tavares adiantou que “não existe nada em concreto, mas já fomos abordados uma ou duas vezes e não dizemos que não; têm é de encaixar no nosso plano de expansão e nas características que queremos desenvolver no negócio”.
Oportunidades e desafios do setor da hotelaria
Olhando para o setor da hotelaria a nível geral, Isabel Tavares salientou que “o tema dos recursos humanos é claramente o desafio; é um desafio nosso e é um desafio da própria indústria”.
Outro desafio, disse, é “tentar manter a qualidade e corresponder à expectativa”. Sobre esta questão, a responsável defendeu que “Portugal é um destino que está na moda, que tem ganho uma série de prémios e isso tem resultados muito positivos, mas a verdade é que cria uma expectativa ao consumidor e, sempre que se cria uma expectativa, é necessário entregar o que prometemos”.
Além disto, “o setor evoluiu muito, mas continua a evoluir a ritmos mais lentos”, acredita Isabel Tavares. “Do ponto de vista tecnológico, com tudo o que ouvimos falar de inteligência artificial e de novas ferramentas, este setor demora um bocadinho mais a conseguir atingir esse patamar”.
No entanto, “qualquer desafio pode transformar-se numa oportunidade”. Para Isabel Tavares, “se o setor conseguir dar o salto de um setor mais tradicional para um setor muito mais modernizado, se forem criadas uma série de ferramentas e de incentivos para que as empresas consigam internalizar todas estas tecnologias e ferramentas, podemos ter uma vantagem competitiva”.





