Sexta-feira, Agosto 12, 2022
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“Tivemos sempre consciência de que a agência não poderia estar simplesmente fechada” (Parte I)

Quase um ano e meio e dois confinamentos depois, os agentes de viagens regressam aos poucos ao seu trabalho e às suas rotinas. Três agentes de viagens contam como estão a ultrapassar o período da pandemia.

Ana Bentes integra a equipa da agência de viagens Check In, localizada no centro da Parede, há 14 anos, desempenhando hoje o cargo de Senior Travel Consultant. A empresa abraça vários segmentos, mas “o lazer e o corporate são os dois grandes pilares do negócio”, de acordo com a consultora.

Das saudades do contacto com o público à nostalgia dos tempos em que nenhum dia era igual, Ana Bentes, em conversa com o TNews, conta como foi o seu processo de ajustamento, e o da sua equipa, às novas rotinas impostas pela pandemia.

Como foi o primeiro confinamento, em março de 2020? Recorreram ao lay off?

Foi todo um mundo novo, surreal e uma autêntica incógnita. Acho que nenhum de nós teve noção do que estava para vir. Eu pensei que seria algo passageiro, e que passado 2 ou 3 semanas estaria de volta à agência. Mas, infelizmente, o cenário que nos esperava não era esse. A agência entrou em layoff e ficámos em casa mais tempo do que aquele inicialmente previsto.

Nunca pararam de trabalhar e houve até ocasiões de ida à agência. Como foi esse período?

Desde o primeiro dia de confinamento que a agência manteve o seu funcionamento em pleno, com todas as chamadas reencaminhadas para a sua equipa, tendo inclusive a informação afixada na loja de que continuávamos disponíveis para o necessário.

Seja como for, tivemos sempre consciência de que a agência não poderia estar simplesmente fechada, e fizemos questão de vir à loja espaçadamente, combinando entre membros as vindas à agência. Todos os dias fazíamos videochamadas entre nós, com o follow up do trabalho e dos processos em curso. O skype foi o nosso novo colega nesta fase! Foi imprescindível!

Foi fácil a adaptação ao trabalho em casa? Qual a maior dificuldade sentida?

A maior dificuldade foi, acima de tudo, a rapidez com que, de um momento para o outro, tivemos de mudar o nosso local de trabalho para um espaço que até à data era o nosso ninho pessoal. Tivemos de encontrar a sinergia entre 2 mundos distintos: o profissional e o pessoal. Além do mais difícil, foi o mais desafiante!

Como foi voltar ao confinamento em janeiro deste ano?

Foi diferente. Aí já encontrámos armas e estratégias diferentes, porque já tínhamos passado por isso e soubemos distinguir quais os nossos pontes fortes e os fracos. Melhorámos os bons e mudámos os maus.

O espírito foi outro. Quisemos encontrar estratégias de contacto com o cliente, para que o mesmo sentisse que, apesar de não estarmos na loja, estávamos com eles.

Do que sentiu mais falta no trabalho na agência de viagens?

Do contacto com o público e da partilha diária com as minhas colegas.

Qual é a sensação de estar de volta à agência?

A sensação é a de dever cumprido, enquanto estivemos em casa. Os clientes habituaram-se a certas estratégias implementadas durante o confinamento e foi engraçado ver como foram readaptadas automaticamente com o nosso regresso. O uso de meios de comunicação, como o WA, tornou-se um hábito; as conversas via zoom, uma ferramenta de trabalho e formação; e as redes sociais, uma parceria imprescindível.

O que  aprendeu a apreciar ao trabalhar em casa e o que funciona melhor no escritório?

Em casa, a tranquilidade, talvez. Mas, definitivamente, não sou fã do teletrabalho, gosto do contacto com o público, de ver pessoas e que nenhum dia seja igual.

Como é trabalhar novamente em equipa?

O melhor de tudo. Adoro trabalhar em equipa e, para mim, o grande segredo do sucesso de uma equipa é a coesão entre a mesma. Foi sem dúvida aquilo de que mais senti falta nos últimos tempos.

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