Quarta-feira, Fevereiro 18, 2026
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Tróia-Melides: “Estamos a assistir à construção de um destino turístico, e é bom que o Estado esteja presente”

Em entrevista ao TNews, José Santos, presidente da Entidade Regional de Turismo do Alentejo e Ribatejo, faz um balanço positivo do desempenho turístico da região, antecipando “um ano muito em linha com 2024”. O responsável destaca os projetos hoteleiros em pipeline nos dois destinos, com um total de dez aberturas previstas para 2025. Sobre o aeroporto de Beja, que já recebeu 30 voos charter não regulares, adianta que o plano de captação de rotas deverá começar a ser preparado “daqui a cinco anos”.

Leia a 1.ª parte da entrevista a José SantosCativações: “Tenho a expectativa que as verbas possam aumentar, mas de que me serve se não as consigo gastar?”

Que expectativas tem para o desempenho turístico do Alentejo e Ribatejo neste verão?

As expectativas são boas. Daquilo que temos falado com os operadores turísticos, há um otimismo moderado. As previsões dos operadores são sempre cautelosas, mas otimistas. Até maio, segundo os resultados estatísticos oficiais conhecidos, a região está a crescer acima da média nacional, tanto em termos de número de hóspedes como em termos de número de dormidas. Estamos a crescer menos do que crescemos no ano passado. Em 2024, crescemos, nos 12 meses do ano, 4,2%. Este ano estamos a crescer até mais 3,7%. No mercado nacional, estamos a crescer 5,3% mais do que crescemos nos 12 meses de 2024, mas estamos a crescer menos na procura internacional. É claro que os meses que se seguirão são meses em que irão aumentar os fluxos turísticos do mercado internacional.

Portanto, diria que é um verão bom, um verão desafiante nos destinos turísticos do Alentejo mais consagrados e estáveis, nomeadamente Évora. Tem havido uma tendência nos últimos dois anos para que os destinos emergentes e mais periféricos cresçam mais e para que os destinos clássicos, no interior da região, como Portalegre, Elvas, Évora, Beja, eventualmente possam ter um crescimento mais moderado.

E, olhando para o ano completo, quais são as projeções para a região em termos de visitantes, dormidas e receitas?

Acredito que a região vai crescer muito em linha com 2024, e penso que o país também. No ano passado crescemos 4,12% e este ano estamos a crescer ligeiramente abaixo de 4%. Temos mercados internacionais que estão a crescer a um bom ritmo. O mercado inglês, no caso particular do Alentejo, é um mercado que está a crescer acima de dois dígitos há dois anos consecutivos.

Tivemos agora a boa surpresa de ver o mercado espanhol recuperar em abril e em maio. Digo que é uma boa surpresa porque o mercado espanhol, no ano passado, diminuiu 12% em termos de número de dormidas no Alentejo. Estamos a falar do nosso principal mercado externo e, portanto, quando o mercado espanhol se constipa, nós apanhamos uma gripe.

O mercado norte-americano teve uma ligeira oscilação em maio, reduziu 2%, e era um mercado que estava a subir no Alentejo há dois anos consecutivos, mas ainda é o nosso segundo principal mercado externo. O mercado alemão também está com um bom índice; curiosamente é um mercado que está a comportar-se melhor no Alentejo do que no país.

Portanto, as previsões para Portugal desses mercados — espanhol, alemão, norte-americano e inglês — são boas, mas o mercado internacional até maio está a crescer apenas 0,9% [na região Alentejo e Ribatejo]. É verdade que, para a maior parte dos destinos regionais do país, o mercado internacional baixou no acumulado destes cinco meses, com exceção dos Açores, da Madeira e creio que do Norte. Apesar de tudo, ainda conseguimos aguentar com um crescimento de 0,9%. Mas tenho a expectativa de que, à medida que o ano vai avançando e com o verão, iremos conseguir crescer mais nesses mercados internacionais. Admito que um crescimento global de número de dormidas à volta dos 4%, com o número de hóspedes ligeiramente acima, será um bom crescimento.

Em termos de proveitos, nestes cinco meses, crescemos 6,7%, ligeiramente abaixo da média nacional. Em 2024, o Alentejo foi a região de Portugal continental, excluindo Açores e Madeira, que mais cresceu em proveitos (12%). Acredito que não iremos crescer tanto [em 2025] e também há um limite para o crescimento em proveitos.

Estamos a crescer o dobro do que crescemos em dormidas, o que é bom. Penso que há ainda alguma margem para algum crescimento nos preços, nomeadamente do alojamento. Portanto, a minha expectativa é que tenhamos um ano muito em linha com 2024, o que significa que, se assim for, possamos ter ainda um ano melhor ou ligeiramente melhor do que tivemos em 2024.

Qual é o Top 5 dos principais mercados emissores?

O mercado português é o mercado dominante. A representatividade do mercado nacional e do mercado estrangeiro no Alentejo é a inversa do país, ou seja, temos 65% do mercado nacional e o remanescente é mercado internacional. Temos o objetivo de tentar sair um bocadinho deste ciclo vicioso. O mercado internacional vale entre 33% e 35%, mas temos o objetivo de que possa, em 2030, representar 40% do total das dormidas do destino.

Além do mercado nacional, entrando só no ranking dos mercados internacionais, o mercado espanhol é o principal, seguindo-se o mercado norte-americano e o mercado alemão que vão revezando-se. No ano passado o mercado norte-americano foi o segundo mercado e, nestes primeiros meses [de 2025], o mercado alemão ultrapassou-o. Mas diria o mercado norte-americano em segundo e o mercado alemão em terceiro. O mercado do Reino Unido, com um excelente crescimento, ocupa o quarto lugar neste momento. 

Depois temos o mercado brasileiro, que é um mercado que ainda não recuperámos totalmente; aliás, a recuperação é um desafio do país. Uma das nossas prioridades em termos da Agência Regional de Promoção Turística é a promoção do mercado brasileiro. O mercado francês é outro mercado que ainda não recuperou; aliás, é uma questão do país, não é uma questão só do Alentejo.

Temos ainda o mercado dos Países Baixos, o mercado belga. Diria que [o Top 5 é] mercado espanhol, mercado norte-americano, mercado alemão, mercado inglês e mercado dos Países Baixos.

“Acredito que a região vai crescer muito em linha com 2024, e penso que o país também. No ano passado crescemos 4,12% e este ano estamos a crescer ligeiramente abaixo de 4%”

Oferta hoteleira no Alentejo e no Ribatejo

Diferenciando os dois destinos, como avalia o atual panorama da hotelaria no Ribatejo?

São realidades muito diferentes. No Ribatejo, temos assistido a um crescimento do número de dormidas. No ano passado o número de dormidas situou-se nos 280 mil e foi o melhor ano de sempre. O parque hoteleiro no Ribatejo está agora, finalmente, com alguns projetos em pipeline e acredito que, nos próximos dois a três anos, possamos ter um destino mais sólido e mais coeso. Olhando para a capital-distrito, que é Santarém, não há um hotel novo no casco histórico de Santarém desde a década 80 do século passado; isto diz muito da competitividade do destino.

Mas essa situação está a mudar. Neste momento existe um hotel em construção, existem projetos de grupos hoteleiros nacionais conhecidos que estão em negociações com a Câmara Municipal no sentido de poderem vir a ser licenciados. Há um contexto de investimento empresarial turístico na região muito diferente.

É público o investimento do Grupo Vila Galé na Golegã, na Quinta da Cardiga. Também o ressurgimento do projeto Golden Eagle em Rio Maior, um projeto da crise do subprime que infelizmente não pôde avançar em 2007-2008, mas está a ressurgir. Temos acompanhado também com os produtores a melhoria de um hotel em Benavente. 

Há alguns projetos de turismo rural e o interesse de muitas quintas ligadas ao vinho em ter alojamento. Eu próprio tenho tido algumas reuniões com promotores porque, no final da visita e das atividades ligadas ao enoturismo, os hóspedes começam a fazer a pergunta: “Então, e agora onde podemos dormir?”. Portanto, temos muitos promotores no Ribatejo que agora estão a procurar complementar os seus projetos de enoturismo com componentes de hospitalidade e de alojamento. Muitos operadores da zona de Lisboa querem começar a programar isso na Rota dos Vinhos do Tejo, em particular o produto Wine Route 118. Acredito que, no prazo de três a cinco anos, possamos ter um destino do Ribatejo mais competitivo.

Não há um hotel de cinco estrelas, há dois hotéis de quatro estrelas. Temos sempre muita dificuldade em incorporar o Ribatejo na escala da promoção externa. Não conseguimos levar um estabelecimento hoteleiro do Ribatejo a um roadshow nos Estados Unidos ou no Brasil. Portanto, é um caminho e olho para isso com alguma naturalidade. A componente de restauração e gastronomia também está a desenvolver-se muito em Santarém. Aquele cordão de Santarém-Almeirim é muito interessante e há muita procura.

“O parque hoteleiro no Ribatejo está agora, finalmente, com alguns projetos em pipeline e acredito que, nos próximos dois a três anos, possamos ter um destino mais sólido e mais coeso”

E no Alentejo, qual é o retrato da oferta hoteleira?

O Alentejo tem 30 mil camas e é um destino que tem obviamente outro tipo de maturidade. É um destino ainda jovem, então se compararmos com o Algarve e com Lisboa. Temos 6% do stock de camas turísticas do país e 4,4% do total da procura, mas o Alentejo tem um potencial de crescimento incrível. 

Estamos com novas unidades a abrir. No último mês e meio abriram quatro novas unidades na região, em Castelo de Vide, Elvas, Viana do Alentejo e Santiago do Cacém. Curiosamente ou não, nenhuma delas nos principais polos de desenvolvimento turístico, o que significa que o turismo está a contribuir para a coesão territorial da região e estamos a ter hotéis noutros destinos. Acredito que muita da nova procura se vai dirigir a essas novas unidades.

Em Santiago do Cacém é um investimento muito interessante, que é o novo hotel da marca Hilton; já temos o [Hotel] Vermelho em Melides e agora temos o Amarello [Hotel Praia Santo André] em Santiago. Temos o segundo hotel da Vila Galé em Elvas, [o Hotel Vila Galé Collection Elvas], que vai reforçar muito a competitividade da cidade. 

[O Moagem – Industrial Lodge] é um hotel diferenciador ligado ao turismo industrial, que é um produto que quer o Turismo de Portugal, quer o Turismo do Alentejo está a apostar muito. É o primeiro hotel temático de turismo industrial do país, em Viana do Alentejo, que fica a 20 km de Évora e que não tinha nenhum hotel. Há também mais um enoturismo que vai abrir em Viana do Alentejo.

Há ainda um quinto hotel [que abriu este ano]. É um hotel que já existia, mas estava fechado há muito tempo, que é o Hotel Horta da Moura. É um hotel em Monsaraz que reabriu [sob a gestão da Wotels].

Começamos a ter oferta em mais concelhos e em concelhos que à partida não se espera que possam vir a ter hotéis. Vamos ter este ano um hotel de 5 estrelas, muito exclusivo com 20 quartos, em Ourique, praticamente no Algarve, no Baixo Alentejo. Diria que o Alentejo, ainda que tenha estes números menos representativos, na minha opinião, continua a ser o destino com maior potencial turístico do país.

Daqui a dois anos, em princípio, estará a funcionar em Melides um Six Senses; veja o que é que isso vai fazer ao destino. Também no eixo Tróia-Melides está muita coisa de muita qualidade a ser construída. É a grande força do Alentejo: esta diversidade e esta complementaridade de investimentos, de conceitos hoteleiros e de hospitalidade. Acredito que isso é o grande trunfo da região para os próximos anos. Portanto, o Alentejo continuará a assumir-se no futuro como o destino turístico com mais qualidade e mais exclusivo do país, pelo menos é isso que estamos a procurar fazer.

Alentejo: “No último mês e meio abriram quatro novas unidades na região, em Castelo de Vide, Elvas, Viana do Alentejo e Santiago do Cacém. Curiosamente ou não, nenhuma delas nos principais polos de desenvolvimento turístico”

Reconhecendo a importância de atrair estas grandes marcas hoteleiras…

Claro que sim. Isso é um papel que os privados fazem muito bem e nós acompanhamos. A qualidade dos projetos é enorme, como na zona da Comporta e em Tróia, onde há muitos projetos de qualidade a ser terminados. Gostaríamos que esse processo também pudesse ter alguma expressão na zona do Alqueva. Em 2013, havia a expectativa que estes dois polos iriam caminhar a par e isso não aconteceu, especialmente porque há muitas restrições do ponto de vista ambiental e de ordenamento do território na envolvente do Alqueva.

Qual é a previsão para o número de novos hotéis a serem inaugurados na região em 2025?

O previsão é dez, e em locais muito diferenciados e fora dos principais aglomerados turísticos. Esse é um desafio que vamos ter, porque nos últimos 13 anos tivemos a procura a crescer o dobro da oferta. Nos próximos dez anos, as taxas de crescimento estão a estabilizar e não vamos voltar provavelmente aos dois dígitos. Com um [crescimento de um] dígito, vamos ter a oferta a crescer a par da procura, o que exige maior investimento em promoção.

Recentemente, a Agência Portuguesa do Ambiente (APA) identificou várias praias entre Tróia e Melides cujos acessos públicos estão controlados ou condicionados por empreendimentos turísticos em operação ou em construção. Que comentário faz sobre esta situação?

É bom que o Estado faça o seu papel de regulação. Às vezes são mal entendidos, porque muitas vezes os acessos não foram previstos por defeito dos próprios planos do Estado, nem sempre a responsabilidade é propriamente dos operadores. Às vezes, os operadores também não têm o cuidado de garantir esses acessos. O Estado, e bem, está a exercer o seu papel de regulação pública. Os operadores privados daquela zona são operadores maduros e empenhados, e têm uma grande preocupação com as questões da sustentabilidade, com as questões do desempenho turístico do destino, com a sua própria imagem.

Vamos assistir também nos próximos anos a um conjunto de investimentos que não tinham sido feitos, nomeadamente na construção de parques de estacionamento nas praias. À medida que os projetos turísticos se vão construindo, a própria regularização da envolvente se vai fazendo. Também com a reclassificação das categorias das praias, porque há muitas praias que estão nos Planos de Ordenamento da Orla Costeira como nível 5, sem qualquer apoio de praia. À medida que os projetos de construção de alojamento avançam, essas praias têm que passar de nível 5 para nível 3, e têm que ter apoio de praia.

Estamos a assistir naquela zona à construção de um destino turístico, e é bom que o Estado esteja presente. A ministra do Ambiente tem tido um papel importante. Às vezes são pequenas questões que [devem] ser resolvidas com bom senso, com partida, com cultura de relacionamento com os empresários. Continuo a dizer aquilo que digo há dois anos: o eixo Tróia-Melides, se quisermos sintetizar na palavra Comporta, será certamente no médio prazo um dos grandes destinos turísticos da Europa. Brevemente, vamos apresentar [uma proposta] ao ministro da Economia e da Coesão Territorial, uma vez que estamos a falar de, nos próximos dez anos, quintuplicar praticamente o número de camas naquela zona e há muitos desafios pela frente. 

Eixo Tróia-Melides: “Estamos a assistir à construção de um destino turístico, e é bom que o Estado esteja presente”

Conectividade aérea

Falando de conectividade aérea, qual é a sua leitura sobre o atual aproveitamento do aeroporto de Beja?

A questão do aeroporto de Beja é uma discussão muito apaixonada. Reunimos há seis meses no aeroporto de Beja — agentes de viagens, operadores, representantes de companhias aéreas, a ANA, a Câmara de Beja e as entidades de Turismo quer ao nível nacional, quer ao nível regional. Não temos recursos para fazer planos, mas contratámos uma equipa de consultores e fizemos um pequeno focus group.

Isso permitiu, por um lado, que se percebesse que a ANA investe no aeroporto de Beja. A ANA tem o aeroporto certificado em Beja e executa os mesmos investimentos para ter essa certificação sustentável como o faz nos outros aeroportos. Depois, percebeu-se que o aeroporto está num determinado segmento a crescer. Em 2024, o aeroporto de Beja teve mais de 600 movimentos entre voos privados e táxis comerciais, e começa a servir algum turismo mais residencial do litoral, especialmente na zona da Comporta. Teve já 30 charters não regulares, sendo que provavelmente nem todos os passageiros dos charters ficaram no Alentejo, porque muitas das vezes depois vão nomeadamente para Lisboa. 

Não há charters regulares, não há voos regulares, mas há uma utilização muito privada. O aeroporto teve quase 100% de aumento de tráfego de táxis aéreos e de voos privados em 2024 face a 2023. Estou curioso para saber os resultados de 2025.

A conclusão a que chegámos nessa sessão de trabalho foi que, de facto, o aeroporto de Beja vai ser ainda muito importante para o crescimento do turismo do Alentejo e que vai ser importante para essa métrica dos 40% de representatividade da procura internacional de 2030, mas vai servindo o destino à medida que o destino vai crescendo. Não vale a pena querermos que o aeroporto sirva um estado de desenvolvimento turístico da região que o destino ainda não tem, isso não é viável. Agora, quando estes projetos do eixo Tróia-Melides estiverem construídos e a funcionar daqui a uns três anos, o aeroporto de Beja vai aumentar a sua escala. Pode também ter um papel importante na época da Capital Europeia da Cultura [em 2027, ano em que Évora representará Portugal].

Claro que há questões de acessibilidades que ainda não estão totalmente resolvidas. Penso que há hoje uma maior sensibilização do poder político para a necessidade dessas obras e dessas infraestruturas. O acesso a Beja está a ser melhorado, não exatamente com uma autoestrada, mas com uma estrada que terá perfil de autoestrada.

Propusemos agora à ANA dinamizarmos um espaço que temos de informação turística no aeroporto, porque há passageiros que utilizam a aerogare, mas que não sentem que chegaram ao Alentejo. Temos que criar um mecanismo de atendimento ao passageiro, e aliás já fiz essa proposta ao Instituto Politécnico de Beja no sentido de formarmos uma equipa de atendimento com os alunos para que, sempre que haja voos — porque não há voos todos os dias –, possam estar a receber [os passageiros], a entregar um kit, um vinho do Alentejo, para melhorar a experiência aeroportuária.

Por vezes, num aeroporto mais pequeno pode ser mais fácil [concretizar] medidas que são mais difíceis de [executar] num aeroporto como o de Lisboa. Propusemos à ANA, numa reunião que tivemos com o próprio CEO há cerca de dois/três meses, algumas medidas, como darmos formação aos profissionais não turísticos que lá trabalham, como Polícia de Segurança Pública e Autoridade Tributária. Também esses agentes têm que ser conquistados para ter uma política de hospitalidade para quem chega ao aeroporto. Já falei com o Turismo de Portugal para nos ajudar nessas ações de formação.

Outra conclusão dessa reunião com a ANA e profissionais ligados ao turismo é que provavelmente só fará sentido preocuparmo-nos com o plano de captação de rotas daqui a cinco anos.

E que ligações aéreas consideraria como prioridade captar?

Neste momento, não sabemos, ou seja, a ideia é que só faz sentido pensar nisso daqui a cinco anos. Temos agora mapeado os projetos [turísticos] que estão em pipeline e em que anos é que vão começar a funcionar. Sabemos a previsão da entrada em operação comercial fundamentalmente de projetos no litoral, mas também alguns em Alqueva, e esta própria oferta turística do interior também se está a desenvolver. Obviamente que o Alentejo Litoral, que neste momento tem o maior número de camas e o maior número de turistas, vai dar um salto maior no médio prazo.

Aeroporto de Beja: “Não vale a pena querermos que o aeroporto sirva um estado de desenvolvimento turístico da região que o destino ainda não tem”

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