Turismo abranda no arranque de 2026, mas receitas continuam a crescer

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O setor do alojamento turístico em Portugal registou 13,6 milhões de dormidas e 5,8 milhões de hóspedes no primeiro trimestre de 2026, traduzindo crescimentos homólogos de 1,3% e 1,5%, respetivamente, segundo os dados divulgados esta sexta-feira pelo INE. Apesar da evolução positiva, o ritmo de crescimento abrandou face ao final de 2025.

Os proveitos totais do setor atingiram mil milhões de euros, numa subida de 5,5%, enquanto os proveitos de aposento cresceram 5,1%, para 734,5 milhões de euros.

Os mercados internacionais continuaram a dominar a atividade turística nacional, representando 68% das dormidas totais. As dormidas de não residentes aumentaram 1,4%, para 9,2 milhões, enquanto as dos residentes cresceram 1,2%, totalizando 4,3 milhões.

O INE destaca que, após vários trimestres em que o mercado interno crescia mais rapidamente, os turistas estrangeiros voltaram a liderar o crescimento da procura turística em Portugal.

A Grande Lisboa manteve-se como principal região turística do país, concentrando 28,6% das dormidas totais e 33,1% das dormidas internacionais. Seguiram-se o Norte, com 18,9%, e o Algarve, com 18,5% do total de dormidas nacionais.

Entre as regiões, o Norte e o Alentejo registaram os maiores crescimentos nas dormidas, com subidas de 6,3% e 4,4%, respetivamente. Já o Oeste e Vale do Tejo (-6,6%) e a Península de Setúbal (-4,2%) apresentaram os maiores recuos.

A Madeira voltou a destacar-se como a região mais dependente dos mercados externos, com 85,9% das dormidas geradas por turistas internacionais, seguida do Algarve (80,9%) e da Grande Lisboa (78,6%).

No que diz respeito aos principais mercados emissores, o Reino Unido manteve a liderança, representando 15,6% das dormidas de não residentes, apesar de ter registado uma quebra de 1,1%. A Alemanha cresceu 5% e os Estados Unidos aumentaram 5,1%. Entre os principais mercados, o Canadá voltou a destacar-se, com uma subida de 10,6%, enquanto França acentuou a tendência de queda, recuando 10,4%.

O alojamento local foi o único segmento a registar uma quebra no trimestre, com as dormidas a recuarem 2,8%. Em contrapartida, a hotelaria cresceu 2% e o turismo em espaço rural e de habitação aumentou 2,9%.

Ao nível da rentabilidade, o rendimento médio por quarto disponível (RevPAR) subiu 1,5%, para 41,5 euros, enquanto o ADR (rendimento médio por quarto ocupado) aumentou 2,7%, para 93,8 euros.

A Madeira registou o RevPAR mais elevado do país, com 77,4 euros, enquanto a Grande Lisboa apresentou o ADR mais alto, atingindo 115,9 euros.

Nos principais municípios turísticos, Lisboa liderou com 3,3 milhões de dormidas (+3%), seguida do Funchal, com 1,4 milhões (-1%), e do Porto, que cresceu 7,2%, atingindo 1,2 milhões de dormidas. Albufeira destacou-se pelo maior crescimento entre os principais destinos turísticos, com uma subida de 12,8%.

Os dados revelam ainda que a remuneração média mensal nas atividades de alojamento aumentou 5%, fixando-se em 1.351 euros. Ainda assim, o valor continua 259 euros abaixo da média da economia nacional.

O INE alerta que os resultados do primeiro trimestre poderão ter sido influenciados pelo efeito calendário associado à Páscoa.

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