O Turismo Centro de Portugal deu início ao processo de elaboração do novo Plano Regional de Desenvolvimento Turístico e Plano de Marketing Turístico, com uma primeira sessão de trabalho que reuniu cerca de uma centena de participantes no auditório da CCDR Centro, em Coimbra.
O encontro contou com a presença de representantes de municípios, Comunidades Intermunicipais, programas PROVERE e vários agentes institucionais e empresariais da região, marcando o arranque de um processo participativo que deverá culminar, segundo o comunicado, na conclusão do plano no prazo de um ano.
Na sessão participaram Rui Ventura, presidente da Turismo Centro de Portugal, José Ribau Esteves, presidente da CCDR Centro, Carlos Costa, coordenador técnico-científico do projeto, e José Mendes, da IDTOUR Unique Solutions, entidade responsável pela execução do trabalho.
Na abertura, José Ribau Esteves destacou a importância do reforço da articulação institucional, sublinhando a necessidade de agilizar processos de decisão entre os vários parceiros do território. Já Rui Ventura evidenciou a ambição de desenvolver um instrumento estratégico “participado, alinhado com as necessidades da região e capaz de apoiar decisões concretas”, acrescentando que o documento deverá responder aos desafios atuais e preparar o futuro do turismo na região.
O novo plano pretende afirmar o turismo como motor de desenvolvimento económico, coesão territorial e sustentabilidade, apostando na qualificação da oferta, no reforço do tecido empresarial e numa distribuição mais equilibrada dos benefícios pelo território.
Na apresentação técnica, Carlos Costa explicou a metodologia do projeto, que inclui várias fases de auscultação junto das Comunidades Intermunicipais, enquanto José Mendes sublinhou a importância de articular o turismo com outros setores, como a agricultura e a indústria, para potenciar a diferenciação do destino, reduzir a sazonalidade e aumentar o valor gerado.
A sessão incluiu ainda um momento de participação ativa, através de um questionário online e de intervenções dos participantes, tendo sido registadas 13 contribuições. Entre os principais desafios identificados destacam-se a governação do turismo regional, a internacionalização, a escala territorial, a diversidade da oferta, a sustentabilidade — incluindo a vertente regenerativa — e a inovação, com especial enfoque na digitalização.
O processo de auscultação pública continuará nos próximos meses, com novas sessões de trabalho, num percurso que pretende resultar num plano “participado, robusto e orientado para a ação”, refere o comunicado.



