O turismo de cruzeiros gerou, em 2024, um impacto económico de 940 milhões de euros em Portugal e sustentou 9.800 postos de trabalho, segundo os dados mais recentes divulgados pela Cruise Lines International Association (CLIA), apresentados esta semana na Cimeira Europeia da associação, que decorre no Funchal.
De acordo com o Estudo de Impacto Económico agora divulgado, a indústria contribuiu com 410 milhões de euros para o PIB português no ano passado e pagou mais de 225 milhões de euros em salários e ordenados.
Em Portugal, a maior fatia da contribuição para o PIB resultou das compras efetuadas pelas companhias de cruzeiros no mercado nacional, que totalizaram 174 milhões de euros, representando 42% do impacto total no PIB.
Os gastos de passageiros e tripulações em negócios locais ascenderam a 150 milhões de euros, reforçando o contributo direto do setor para a economia dos destinos. Já as atividades de construção naval e de expansão de capacidade portuária geraram mais 78 milhões de euros, enquanto os salários das equipas das companhias de cruzeiros representaram 8 milhões de euros adicionais no PIB.
No total, a contribuição económica global do setor em Portugal cresceu quase 16% face a 2023, refletindo a procura sustentada por viagens de cruzeiro.
A nível europeu, o impacto da indústria de cruzeiros atingiu 64,1 mil milhões de euros em 2024, apoiando 445.000 empregos. Deste montante, 28 mil milhões de euros contribuíram diretamente para o PIB europeu.
Segundo a CLIA, os gastos diretos relacionados com cruzeiros na Europa ascenderam a 31 mil milhões de euros, incluindo 14 mil milhões em bens e serviços adquiridos a fornecedores europeus e 10 mil milhões em construção naval.
Bud Darr, presidente e CEO da CLIA, sublinhou que “o turismo de cruzeiros é uma parte integral da economia marítima europeia”, apoiando empregos, negócios e comunidades costeiras através de uma cadeia de valor alargada e interligada. O responsável destacou ainda que os benefícios se estendem “muito além dos portos”, incluindo áreas costeiras, insulares e remotas.
Também Nikos Mertzanidis, diretor executivo da CLIA Europa, recordou que os cruzeiros representam cerca de 3% do turismo global, mas geram benefícios económicos significativos e geograficamente distribuídos, promovendo destinos periféricos e viagens fora da época alta.
De acordo com a associação, para regiões insulares e marítimas, o setor constitui uma fonte estável e recorrente de rendimento, contribuindo para fluxos turísticos mais equilibrados e para a competitividade europeia.



