O Turismo de Portugal vai reforçar a presença na Ásia e espera atingir 100 milhões de euros de receitas turísticas do mercado japonês em três anos, disse Carlos Abade, presidente da entidade, esta segunda-feira, dia 7.
O que “pretendemos agora é, de facto, reforçar aquilo que é o nosso posicionamento na Ásia” e, “neste caso em concreto, vamos trabalhar muito o Japão por força desta oportunidade que é a Expo Osaka, fazer esta ligação, reforçar esta relação que temos entre Portugal e o Japão”, adiantou Carlos Abade à agência Lusa, no final do encontro sobre a participação de Portugal na Expo 2025 Osaka.
O Japão é o 17.º mercado mais importante em termos de emissão de turistas e Portugal pretende beneficiar desse fluxo. “É bom notar que nós temos vindo a recuperar aquilo que eram os números de 2019 relativamente ao mercado japonês”, disse Carlos Abade.
Contudo, “ainda não conseguimos fazer essa recuperação, mas estamos a crescer de uma forma bastante acentuada, o que significa que acreditamos que em três anos possamos pelo menos atingir 100 milhões de euros de receitas do turismo para Portugal, o que significa triplicar o valor que tivemos em 2023”, admitiu o responsável, clarificando que este valor é “relativamente ao Japão especificamente”.
O Turismo de Portugal está também a “alargar aquilo que é a sua rede de equipas do estrangeiro”, afirmou o presidente da entidade. “A nossa rede representa 19 países e cobre 25 mercados e vamos alargar não só para o México, mesmo nos próprios Estados Unidos, mas neste caso em concreto vamos reforçar a nossa presença no Japão e na Coreia do Sul, em Seul especificamente, precisamente porque de Seul temos um voo direto para Lisboa”.
O reforço em Seul e Tóquio, “acompanhado pela presença que já temos na China, é de facto aqui um reforço grande que estamos a fazer no mercado asiático”, salientou. A par disso, “temos previsto fazer um roadshow entre Japão e Coreia do Sul na segunda quinzena de setembro, preparando depois um roadshow pelos países da Ásia que faremos no final do ano”.
De acordo com Carlos Abade, a permanência média de um turista japonês fora do país é maior que 12 dias. “É importante que nós consigamos aumentar aquilo que é a permanência média no país” e também por isso “poder reforçar estes elos entre Portugal e o Japão é de facto extraordinário e esta exposição é uma oportunidade muito boa para o fazer”, concluiu.


