O Turismo de Portugal assinou esta segunda-feira, 22 de setembro, contratos de financiamento de 37 projetos turísticos no interior, cujo apoio concedido, sob a forma de incentivo não reembolsável, ascende a 16,6 milhões de euros, correspondendo a um investimento global de 25,8 milhões de euros.
Os investimentos são realizados no âmbito da Linha +Interior Turismo, que visa reforçar a competitividade e a sustentabilidade do setor em todo o território nacional. A sessão teve lugar, em Coimbra, na sede da Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional (CCDR) do Centro.
A cerimónia contou com as presenças do ministro da Economia e Coesão Territorial, Manuel Castro Almeida, do secretário de Estado do Turismo, Comércio e Serviços, Pedro Machado, do presidente do Turismo de Portugal, Carlos Abade, da presidente da Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Centro, Isabel Damasceno Costa, e do presidente da Câmara Municipal de Coimbra, José Manuel Silva.
Na região Norte, foram apoiados 10 projetos, com um total de 3,6 milhões de euros de incentivo atribuído. As áreas de intervenção focam-se na valorização do património cultural e religioso, como é o caso dos Caminhos de Santiago, e no desenvolvimento de turismo de natureza, astroturismo, turismo rural, enoturismo, termalismo e autocaravanismo.
Na região Centro, foram apoiados 18 projetos, o que totaliza um incentivo de 7,9 milhões de euros. Os investimentos abrangem diversas áreas, incluindo o turismo cultural, com a criação de espaços museológicos, e o turismo gastronómico, focado em produtos endógenos como o vinho, a cereja e o pão. Destacam-se também projetos de turismo de natureza, como a requalificação de parques biológicos e praias fluviais, a par de iniciativas de turismo científico e de promoção da sustentabilidade e mobilidade em redes de aldeias.
Na região do Alentejo, foram concedidos incentivos a 7 projetos, que somam um total de 4,7 milhões de euros. Os apoios destinam-se a impulsionar o turismo de natureza e aventura, através da criação de centros de interpretação ambiental e da valorização de zonas serranas. Os projetos visam igualmente a promoção do património cultural, incluindo o edificado, e o desenvolvimento do turismo gastronómico e criativo.
Na região do Algarve, foram apoiados 2 projetos com um incentivo total de 0,4 milhões de euros. Estes projetos concentram-se ambos no turismo de natureza, com o objetivo de qualificar e valorizar as rotas e percursos pedestres da região, como a Via Algarviana e os Caminhos de Santiago.
O ministro da Economia e da Coesão Territorial sublinha que “a formalização destes contratos representa um passo decisivo no nosso compromisso de apoiar o desenvolvimento económico e social do interior do país”. Para Castro Almeida, “fazê-lo com base no potencial transformador e regenerador do turismo para promover a coesão territorial é deveras significativo e revelador da importância estratégica deste setor”.
Para Carlos Abade, “cada um destes 37 projetos é uma peça fundamental para a construção de um setor mais resiliente, mais sustentável e mais competitivo a nível global. Com este impulso, estamos a capacitar os territórios, neste caso os do interior, para os desafios do futuro e a garantir que Portugal continua a ser um destino de excelência”.
Saiba quais são os projetos que o Turismo de Portugal financiou:
| Tábua | Criação de um espaço de acolhimento para visitantes. |
| Carregal do Sal | Criação do Centro Interpretativo do Vinho do Dão. |
| Coruche | Criação do Centro de Interpretação Ambiental da Herdade dos Concelhos. |
| Fundão | Criação de um segmento inovador de turismo científico. |
| Alandroal | Criação de um projeto com o intuito de “Transformar a Serra d’Ossa num destino de forte interesse turístico no Alentejo”. |
| Mirandela | Criação do projeto “Dark Sky Vale da Tua”, que visa o desenvolvimento de um produto turístico inovador no Parque Natural Regional do Vale do Tua, focado no astroturismo. |
| Lamego | Criação de um albergue com vista a contribuir para a valorização geral dos percursos do Caminho Português Interior de Santiago e do Caminho de Torres. |
| Fornos de Algodres | Estruturação da oferta turística do Alto Mondego. |
| Vila Real | Criação de uma Rota Turística, designada por “Douro Olive Oil Experiences”. |
| Barrancos | Requalificação do Castelo de Noudar e da Igreja da Nossa Senhora do Desterro, bem como o desenvolvimento de um programa de visitação que prolongue a estadia dos turistas. |
| Penacova | Criação de um percurso de visitação que liga dois miradouros naturais pré-existentes. |
| Castro Marim | Valorização e promoção das rotas pedestres. |
| Vidigueira | Criação de um programa turístico integrado e coeso com base no pão alentejano e na trilogia mediterrânica “pão, vinho e azeite”. |
| Chaves | Potenciar a dinamização turística do destino e atração de visitantes nacionais e estrangeiros através de quatro eixos estratégicos. |
| Vila de Rei | Requalificação e valorização da oferta turística do concelho de Vila de Rei, com foco na criação de infraestruturas pedonais. |
| Arganil | Criação e requalificação de um espaço, em local de estacionamento, com posto de carregamento elétrico e de um jardim infantil. |
| Vila Nova de Barquinha | Criação do Centro Interativo das Tropas Paraquedistas. |
| Paredes de Coura | Valorização do Caminho Português de Santiago Central – Porto e Norte. |
| Mirando do Corvo | Reforço da atratividade turística do Parque Biológico existente. |
| Loulé | Requalificação da Via Algarviana. |
| São Pedro do Sul | – Requalificação do Bioparque de Carvalhais; – Criação do “Museu Rainha Dona Amélia”. |
| Covilhã | – Requalificação da Área de Serviço de Autocaravanas e da zona envolvente da Praia Fluvial de Unhais; – Projeto de renovação do Centro Interpretativo da Cereja e da Cherovia; – Valorização da estratégia de desenvolvimento sustentável da Região da Serra da Estrela, da Rede de Aldeias do Xisto, das Aldeias Históricas da Região Centro, da Serra do Açor e do Turismo do Centro, em particular, na vertente de Turismo Cultural e Patrimonial e Turismo de Natureza. |
| Miranda do Douro | Criação do Centro de Interpretação do Burro de Miranda e do Território, na aldeia de Atenor. |
| Mêda | Criação de Roteiro de Visitação do Território, a disponibilizar no edifício do Museu Municipal, que passará a funcionar como Ponto de Informação e Descodificação Turística de Mêda. |
| Sabrosa | Criação de um Parque de Autocaravanismo em Vale de Arcos. |
| Fafe | Desenvolvimento de uma área de Serviço de Autocaravanas, tirando partido do potencial existente. |
| Góis | A presente candidatura consiste no desenvolvimento sustentável de Góis, através da valorização dos seus recursos naturais, culturais e gastronómicos, por via da criação de duas infraestruturas turísticas multifuncionais. |
| Odemira | Criação da estação das Artes, espaço localizado na Estação de Santa Clara-Sabóia. |
| Abrantes | Estruturação e organização de experiências turísticas sustentáveis e inovadoras suportadas numa oferta diversificada, através da agregação de diferentes produtos e recursos turísticos (gastronómico, cultural, industrial, natureza) em torno da Rota de Olivoturismo. |
| Sever do Vouga | Requalificação e modernização da Praia Fluvial da Quinta do Barco, por forma a devolver a sua relevância turística. |
| Sernancelhe | Reconversão de um antigo moinho num destino premium de turismo sustentável e regenerativo. |
| Vimioso | Reabilitação de um edifício de elevada genuinidade e especificidade regional: uma “curralada”. |
| Belmonte | Promover a mobilidade suave e apoiar a redução do uso do automóvel no interior das AHP, tendo em vista a melhoria da qualidade de vida nas aldeias e a proteção e valorização do recurso endógeno – a rede de AHP. |



