Segunda-feira, Março 9, 2026
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Turismo do Centro: “o alarme é tão grande” que há reservas canceladas em zonas não afetadas pelo mau tempo

O presidente da Turismo Centro de Portugal, Rui Ventura, manifestou esta quinta-feira preocupação com o impacto do “alarmismo” nas reservas na hotelaria e alojamentos, alertando para cancelamentos em “territórios que não foram afetados” pelo mau tempo.

À margem da 13.ª edição dos Workshops Internacionais de Turismo Religioso, em Fátima, Rui Ventura sublinhou que “o alarme é tão grande” que há unidades hoteleiras e alojamentos locais em territórios não afetados que estão a sentir quebras na procura, uma vez que as reservas “estão a ser desmarcadas”.

“O Centro de Portugal é muito grande: estamos a falar desde Arruda dos Vinhos a Ovar e todo o interior. E muito, felizmente, muito do Centro de Portugal não foi afetado. (…) Obviamente que percebemos a dificuldade que existe no território e não o escondemos, mas o alarmismo é tão grande que o que está a acontecer foi o que aconteceu nos incêndios. Onde não estava a arder, as pessoas estavam a desmarcar também a sua estadia no território”, afirmou Rui Ventura, citado pela Lusa.

Para o presidente da TCP, a situação “é preocupante, porque territórios que não foram afetados estão a ser agora afetados de forma indireta”.

A Turismo Centro de Portugal abrange 100 concelhos distribuídos por oito comunidades intermunicipais (CIM). “Quando se fala, fala-se do Centro de Portugal”, referiu, defendendo que o impacto do mau tempo se concentrou em “territórios específicos”, que “também já estão a recuperar”.

Rui Ventura apontou o exemplo do concelho de Ourém, afetado pela depressão Kristin a 28 de janeiro, destacando que, em Fátima – onde se concentra um dos maiores parques hoteleiros do país – a atividade decorre com normalidade.

Segundo o responsável, ficaram excluídas de danos as CIM de Beiras e Serra da Estrela, Viseu Dão Lafões, Região de Aveiro e Beira Baixa. As restantes comunidades intermunicipais são Região de Leiria, Região de Coimbra, Médio Tejo e Oeste. 

“O apelo é que as pessoas venham, porque, de facto, as pessoas podem vir ao Centro de Portugal, podem visitar o Centro de Portugal”, acrescentou.

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