O mercado global do turismo gastronómico deverá registar um crescimento superior a 280% até 2033. De acordo com um relatório da consultora IMARC Group, o mercado global deverá passar de 1,1 biliões de dólares (1,03 mil milhões de euros) em 2025 para cerca de 4,2 biliões de dólares (3,93 mil milhões de euros) em 2033.
Segundo o estudo, este segmento deverá crescer a uma taxa média anual de 14,46% durante o período analisado. A Europa surge atualmente como o maior mercado, representando cerca de 33% da quota global em 2024, de acordo com dados da consultora Fortune Business Insights.
O relatório da IMARC destaca vários fatores que impulsionam esta tendência, nomeadamente o interesse crescente dos viajantes em experiências gastronómicas autênticas e a procura por oportunidades de exploração cultural através das cozinhas regionais, um fenómeno particularmente forte em países asiáticos como a Índia, Japão, Malásia, Coreia do Sul e Tailândia.
Eventos e festivais dedicados à gastronomia estão igualmente a atrair turistas e a contribuir para o dinamismo das economias locais. A sustentabilidade surge como outra prioridade crescente, com uma maior procura por alimentos de origem local e práticas responsáveis.
A influência das redes sociais e de criadores de conteúdos ligados à gastronomia também desempenha um papel relevante na promoção de destinos culinários. As ofertas disponíveis neste tipo de turismo são cada vez mais diversificadas, incluindo aulas de culinária, visitas guiadas a mercados e provas de vinhos.
Além disso, a crescente consciencialização para a saúde e o bem-estar está a influenciar as escolhas alimentares durante as viagens, impulsionando experiências como retiros de desintoxicação ou circuitos farm-to-table. Ainda assim, o relatório alerta que problemas de acessibilidade e infraestrutura em regiões remotas podem limitar o crescimento do setor.



