Portugal poderá receber até 34 milhões de hóspedes em 2026 e gerar proveitos na ordem dos 7 mil milhões de euros, segundo o mais recente Barómetro do Turismo divulgado pelo IPDT – Tourism Intelligence.
As projeções resultam de um painel de profissionais do setor e apontam para uma fase de consolidação, após os máximos históricos registados nos últimos dois anos.
De acordo com o estudo, o número de hóspedes deverá situar-se entre 31,1 e 34 milhões, acima dos 32,5 milhões registados em 2025. Já as dormidas deverão oscilar entre 80,1 e 83 milhões, em linha com os 82,1 milhões do ano passado.
No que diz respeito aos proveitos globais, a estimativa aponta para um intervalo entre 6,6 e 7 mil milhões de euros, ligeiramente abaixo dos 7,2 mil milhões registados em 2025.
“2026 deverá marcar uma fase de consolidação, com crescimento mais moderado e proveitos a refletirem a valorização contínua do setor”, afirmou Jorge Costa.
Entre os principais constrangimentos identificados para este ano, destacam-se as acessibilidades e a mobilidade, referidas por 48% dos inquiridos, com particular enfoque na capacidade aeroportuária.
A escassez de recursos humanos qualificados surge em segundo lugar, mencionada por 45% dos participantes, seguida pelos riscos associados à instabilidade económica e financeira internacional, apontados por 43%.
O IPDT identificou também um conjunto de tendências que deverão marcar o comportamento dos viajantes em 2026, nomeadamente a procura por experiências de autocuidado e regeneração, o turismo literário e a desintoxicação digital.
Destaca-se ainda o regresso a destinos já visitados, mas com o objetivo de viver experiências mais aprofundadas.
A Inteligência Artificial surge igualmente como uma tendência relevante, assumindo um papel crescente na personalização da experiência turística, ainda que de forma “discreta”.
Os resultados do barómetro baseiam-se em 44 respostas válidas de um painel de 174 profissionais do setor, refletindo as expectativas para um ano de estabilização, num contexto de crescimento mais sustentável do turismo em Portugal.



