Segunda-feira, Março 9, 2026
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Vila Galé mantém abertos hotéis dos Cayos e fecha Havana e Varadero, mas cenário pode “inverter-se”

A Vila Galé mantém em funcionamento os hotéis de Cayo Santa María e Cayo Paredón Grande, enquanto as unidades de Havana e Varadero estão atualmente encerradas, num contexto de crise energética em Cuba. Ainda assim, o grupo admite que o cenário poderá inverter-se, com o eventual fecho dos hotéis dos Cayos e a reabertura das outras unidades, consoante a evolução da operação no destino.

Em declarações aos jornalistas no Congresso da Associação da Hotelaria de Portugal, que decorre no Porto, Gonçalo Rebelo de Almeida, administrador do grupo, explicou que “está a haver algumas dificuldades com o combustível” e que, por esse motivo, “os operadores canadianos, uma parte, suspenderam as operações e as viagens para Cuba”. Tendo em conta que o Canadá é um dos principais mercados emissores para o destino, esta quebra está a ter impacto direto na ocupação.

Perante a diminuição do número de turistas e as limitações no abastecimento energético, as entidades locais e os grupos hoteleiros estão a concentrar a operação em menos unidades. “Estão a concentrar as operações em alguns hotéis, porque não há clientes nem há capacidade de fazer chegar o combustível a todos. Estão a fazer ali uma gestão, por um lado energética, e a minimizar o desperdício”, afirmou.

Neste momento, a Vila Galé mantém abertos o hotel de Cayo Santa María e o de Cayo Paredón, ambos com cerca de 600 quartos, por ainda registarem operações associadas ao mercado canadiano. No entanto, o responsável sublinhou que os planos estão a ser revistos de forma contínua e que as unidades “poderão vir a ficar temporariamente encerradas”.

Duas outras unidades encontram-se encerradas, mas o cenário poderá inverter-se. “Pode inverter, ou seja, podem fechar os Caios e voltar a abrir os outros”, explicou.

Questionado sobre a eventual receção de hóspedes provenientes de outros hotéis encerrados, Gonçalo Rebelo de Almeida indicou que tal não aconteceu, uma vez que as unidades da Vila Galé já estavam numa fase de redução progressiva da operação. “Entretanto os nossos já estavam em fade-out”, afirmou.

Quanto aos mercados emissores, o administrador referiu que, além do Canadá, existe “algum mercado português” e hóspedes pontuais “de outros mercados mais alganhados”, incluindo Espanha. O mercado português deverá ganhar maior expressão entre maio e outubro, período em que tradicionalmente se concentra a operação charter. Até à data, acrescentou, “a operação da Ávoris, com saída de Portugal, ainda está para avançar”.

No início da semana, a Vila Galé tinha indicado ao TNews que estava a acompanhar a situação, aguardando “informações e esclarecimentos” mais concretos.

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