EASA recomenda às companhias aéreas que não operem no espaço aéreo da Arábia Saudita

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A Agência Europeia para a Segurança da Aviação (EASA) anunciou na sexta-feira, dia 9, que tinha alargado a área do espaço aéreo da Arábia Saudita onde recomendava às companhias aéreas que não operassem, após os houthis do Iémen, alinhados com o Irão, terem atacado o aeroporto de Riade.

Segundo a Reuters, numa atualização do boletim informativo sobre zonas de conflito, publicado pela primeira vez a 30 de setembro, a entidade reguladora da UE afirmou que os recentes ataques demonstraram a capacidade e a intenção dos houthis de atingir alvos mais no interior do território saudita, incluindo a capital. A EASA acrescentou uma área no noroeste da Arábia Saudita ao aviso.

“Estes ataques recorrentes com mísseis e drones, juntamente com a ativação dos sistemas de defesa aérea, criam um risco acrescido de identificação errada de aeronaves civis, bem como riscos associados ao sobrevoo de mísseis e drones, a atividades de interceção e à queda de detritos”, afirmou a EASA.

O Grupo Lufthansa cancelou todos os voos para Riade até 16 de outubro, enquanto a Air France-KLM prolongou uma suspensão anterior dos serviços de e para a capital saudita até ao final do mês.

O aeroporto da capital saudita permaneceu encerrado no domingo, dia 11, na sequência de um ataque que causou a morte de uma pessoa e feriu quase uma dúzia de outras. Este ataque seguiu-se a outro, reivindicado pelos houthis um dia antes, que causou a morte de 13 pessoas e feriu mais de 300.

O Aeroporto Internacional Rei Khalid, em Riade, o segundo aeroporto mais movimentado da Arábia Saudita, a seguir a Jeddah, cancelou 99,7% de todos os voos programados no domingo, segundo dados da Cirium citados pela Reuters. Estima-se que mais de um terço dos voos programados na região não venham a operar esta segunda-feira, dia 12.

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