Quinta-feira, Fevereiro 9, 2023
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10 tendências de viagem para 2023, de acordo com o IPDT

Em 2022 as viagens internacionais regressaram em pleno, tendo superado grande parte das perdas registadas em 2020 e 2021. Espera-se que, em 2023, o crescimento da atividade turística se mantenha, apesar dos desafios que se colocam ao setor, nomeadamente um ambiente económico instável, uma inflação elevada e o aumento dos preços da energia. Face a esses desafios, mas também às oportunidades que se apresentam ao setor, o IPDT – Turismo e Consultoria reuniu um conjunto de 10 tendências que deverão impactar o turismo e as viagens em 2023.

1. Bem-vindo de volta, mercado asiático

Mika Baumeister/Unsplash

Passados dois anos em que as viagens internacionais foram impactadas por diversas limitações e por medidas de contenção da pandemia de covid-19, 2023 deverá ser o ano em que se verifica a estabilidade e o tão esperado regresso ao normal para o mercado asiático.

Os mercados de longa distância asiáticos, que antes da pandemia cresciam a bom ritmo, devem voltar a viajar para a Europa com maior regularidade e confiança, elemento que poderá ser fundamental para apoiar o crescimento turístico, indica o IPDT.

“Sobretudo o mercado chinês, que em 2019 era já um dos principais emissores de turistas, terá, em 2023, uma esperada dinâmica significativa de crescimento, como consequência do fim da política COVID Zero”. Além da China, o IPDT frisa que Portugal deverá atentar à dinâmica de países como Japão e Coreia do Sul que devem voltar a dinâmicas de visita muito próximas das que existiam antes da pandemia.

2. “Budget conscious trips”

Towfiqu barbhuiya/Unsplash

2023 será um ano marcado pela incerteza na economia global que irá impactar os orçamentos familiares. “Ainda assim, é expectável que o turismo mundial cresça”. Segundo uma publicação da European Travel Commission, a Tourism Economics prevê um crescimento de cerca de 10% do turismo na Europa. Outro estudo do Expedia Group Media Solutions, refere que 46% das pessoas consideram mais importante viajar agora, do que pensavam antes da pandemia.

Assim, é expectável que os turistas continuem a viajar, contudo, tenham em conta orçamentos mais conscientes, sejam mais criteriosos nas suas escolhas e optem por destinos e experiências nas quais reconheçam valor e qualidade. O IPDT refere que não se trata de “cortar no orçamento”, mas sim de o utilizar de forma mais consciente. Por exemplo, viajar mais pelo próprio país, ou planear a viagem nos meses de época baixa poderão ser soluções encontradas pelos turistas para continuarem a viajar.

3. Adeus. Vou para a cidade.

Raíssa de Paula/Unsplash

Em 2023 a procura por destinos de natureza deve-se manter em alta, porém será expectável que também as cidades, sobretudo as capitais europeias, alcancem os registos pré-pandemia. O quase completo restabelecimento das ligações aéreas e a perceção de segurança sanitária que temos atualmente são fatores essenciais para que os turistas voltem a considerar viagens para estes destinos, revela o IPDT.

As atividades culturais e as visitas a monumentos e museus devem ser alvo de maior procura. Contudo, espera-se que o turista adote uma postura distinta da que tinha antes de 2020, assumindo uma necessidade de participar na cultura e partilhar mais momentos com as comunidades locais.

É, também, um turista muito mais consciente da sua importância para a preservação dos destinos, e procurará evitar comportamentos de “massificação”.

4. Viajar com um propósito


Savvas Kalimeris/Unsplash

Longe vão os tempos em que viajávamos, apenas, por lazer, negócios ou para visitar familiares e amigos. Atualmente, há uma maior necessidade de que as viagens sejam responsáveis e contribuam para ajudar alguém ou para a melhoria das condições de vida de uma comunidade. “Não são viagens de voluntariado. As viagens com propósito podem acontecer em ambientes mais desenvolvidos, desde que a experiência turística do destino proporcione o sentimento de envolvimento e contributo para o desenvolvimento social, cultural e económico do território”, explica o IPDT.

5. Adeus, zona de conforto, é tempo de choque cultural

Annie Spratt/Unsplash

No ano de 2023, vamos assistir a uma maior procura por viagens únicas e diferentes, onde se promova algum tipo de impacto cultural. De acordo com uma sondagem do Booking.com, 58% dos turistas querem sair da sua zona de conforto em 2023. Os turistas irão priorizar viagens longas e aventureiras, sendo que 40% dos inquiridos manifestaram o desejo de experienciar um verdadeiro choque cultural, em destinos menos turísticos e com uma cultura totalmente diferente.

6. O “bleisure” veio para ficar

Peggy Anke/Unsplash

Com o aumento do trabalho remoto, devido à situação pandémica, o próximo ano será marcado pelo aumento dos turistas híbridos, que procuram experiências turísticas que consigam aliar à sua vida profissional, revela o IPDT. “A procura por um maior equilíbrio entre o trabalho e a vida pessoal, passou a ser uma prioridade em crescimento na sociedade, juntamente com uma maior consciência da importância da saúde física e mental”. 

Sobretudo os fins-de-semana serão períodos procurados para estender a estada do turista de negócios que, terminadas as suas atividades profissionais, “vestirá” o fato de viajante de lazer, a solo, ou em família. 

7. Body, mind, soul mode: on

Matteo Di Iorio/Unsplash

“Burnout” e “Quiet Quitting” foram dois termos que se tornaram globais e vieram aumentar o foco sobre o tema da saúde mental. Um estudo da Asana, a um universo de 10 mil trabalhadores em sete países, revelou que 70% das pessoas referiram situações de burnout em 2021. O valor ascendeu aos 84% na Geração Z.

Como resposta, os momentos de pausa vão ser muito mais frequentes – não como um capricho, mas sim como uma necessidade. Desde retiros a viagens de mindfulness e meditação, espera-se que em 2023, estas ofertas possam ser muito procuradas por todos aqueles que procuram fazer um reset à mente, ao corpo e ao espírito.

8. Off-grid travel

Dominik Jirovský/Unsplash

“Desligar-se do mundo nunca foi tão trendy como será em 2023. As pessoas irão procurar desconectar-se e viver apenas com o essencial”, revela o IPDT. O instinto de sobrevivência em ambientes mais hostis ganha cada vez mais popularidade, tornando-se uma tendência, não só para 2023, como para os próximos anos, refletindo a ansiedade relativamente aos tempos futuros da humanidade.

Esta tendência off-grid também aponta outra vertente, que se prende com a procura por destinos que ofereçam a hipótese da pessoa se desconectar da sua vida stressante e atarefada, e retirar a distração dos dispositivos móveis, possibilitando ao viajante uma reconexão com a natureza e consigo mesmo.

9. Abram alas para os set-jetters

Mollie Sivaram/Unsplash

As plataformas de streaming assumem, atualmente, um papel central no quotidiano e no lazer das famílias. Segundo um estudo do Expedia Group, o streaming de filmes e séries de televisão é hoje uma das principais inspirações na escolha de um destino, sendo que 44% dos inquiridos revelam que são influenciados pelos locais que vêm nas suas séries e filmes favoritos. Esses turistas são os set-jetters, termo usado para caraterizar os viajantes motivados a conhecer locais onde se realizam gravações de alguma produção audiovisual.

“2023 será um ano importante para Portugal. Na ressaca do sucesso da série House of the Dragon, e na véspera da estreia do novo filme Velocidade Furiosa (ambos com cenas gravadas no nosso país), é expectável um aumento da procura por parte dos set-jetters”, revela o IPDT.

10. A criação de conteúdo digital como ferramenta de inspiração

Solen Feyissa/Unsplash

As plataformas digitais, como o YouTube ou o TikTok, são uma ferramenta cada vez mais usada para promoção dos destinos turísticos. “Os conteúdos audiovisuais disponíveis nestas plataformas facilmente cativam a atenção do utilizador e influenciam o processo de decisão de compra”.

“Os conteúdos em vídeo transmitem de forma mais transparente as caraterísticas identitárias dos territórios. Quer sejam promovidos pelas entidades responsáveis pela gestão do destino, ou pelo público em geral, os viajantes tendem a ter maior confiança nestes conteúdos, encarando-os como honestos e verdadeiros, sendo estas poderosas ferramentas de marketing”, defende o IPDT.

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