Quinta-feira, Dezembro 8, 2022
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69% dos viajantes que nunca fizeram uma viagem de cruzeiro encaram essa possibilidade, revela a CLIA

O interesse em embarcar em cruzeiros está em ascensão entre os viajantes que nunca tiraram férias no mar, de acordo com um estudo da CLIA. A associação internacional de companhias de cruzeiros partilhou estes dados no Seatrade Cruise Global em Miami, Florida, para demonstrar a “resiliência” do setor.

Cerca de 4.000 pessoas provenientes de oito mercados foram inquiridas pela CLIA, como parte da investigação.

69% dos viajantes inquiridos, que nunca tinham viajado no mar, disseram estar abertos a viagens de cruzeiro. Este valor excedeu os níveis pré-pandémicos, de acordo com o estudo feito pela associação.

63% dos viajantes ou potenciais viajantes consideram ser “muito provável” ou “provável” virem a fazer uma viagem de cruzeiro nos próximos dois anos.

A Geração Y é a mais propensa a repetir a experiência de cruzeiro. Segundo o inquérito, 87% destas pessoas manifestaram a intenção de fazer uma viagem de cruzeiro nos próximos anos, seguido por 85% das pessoas da Geração X.

“À medida que o setor vai retomando as operações, espera-se que o volume de passageiros recupere e que, até ao final de 2023, ultrapasse os níveis de 2019, prevendo-se que, até ao final de 2026, o volume de passageiros venha a ultrapassar em 12% os níveis pré-pandémicos”, declarou Kelly Craighead, diretor e CEO da CLIA.

“As viagens de cruzeiro são acessíveis, responsáveis e vivenciais, constituindo a melhor forma de conhecer o mundo para pessoas de todas as idades e com todo o tipo de interesses. Com o apoio de uma comunidade dotada de uma extraordinária resiliência, a indústria de cruzeiros tem um futuro brilhante à sua frente”, complementa Craighead.

À medida que prossegue a retoma da atividade, a CLIA e linhas de cruzeiro associadas anunciaram importantes compromissos de sustentabilidade ambiental que, através da inovação, levarão a um futuro mais eficiente.

Foi anunciado, esta quarta-feira, dia 27 de abril, o compromisso de que, até 2035, todos os navios que rumem a portos onde seja possível a ligação direta à rede elétrica terrestre estarão equipados para poderem efetuar essa ligação, o que permitirá que os motores sejam desligados, eliminando efetivamente as emissões de carbono durante o tempo em que permanecerem atracados. Nos portos onde não seja possível a ligação direta à rede elétrica terrestre, os navios utilizarão tecnologias alternativas disponíveis, com baixas emissões de carbono, de acordo com os requisitos dos portos.

O setor está a tomar medidas agora com vista ao futuro, reduzindo a pegada de carbono dos navios, tanto no mar como no cais, investindo em tecnologias ambientais avançadas e em parceria com cidades e portos na gestão sustentável de destinos. Ao dotar os navios de cruzeiro com o equipamento necessário para possibilitar a ligação direta à rede elétrica terrestre e ao utilizá-la sempre que esteja disponível, a indústria de cruzeiros está preparada para eliminar as emissões durante o tempo de permanência no porto, em prol das comunidades locais. “É o turismo responsável em ação”, afirma a CLIA.

Reconhecendo que a ligação direta à rede elétrica terrestre é apenas um caminho rumo à descarbonização, a CLIA revelou ainda que vai aderir ao apelo do Fórum Marítimo Global com vista à descarbonização do transporte marítimo, para que, até 2030, os navios de emissões nulas sejam a opção por defeito.

“A indústria de cruzeiros tem uma extraordinária capacidade de inovação, e queremos canalizar a nossa experiência coletiva e o nosso compromisso para ajudar a encontrar soluções, como um parceiro ativo no esforço de descarbonizar o transporte marítimo. Continuamos a traçar objetivos ambiciosos de redução das emissões de carbono em todo o setor, e as linhas de cruzeiro estão a abrir caminho através de parcerias com fornecedores de combustível, estaleiros, fabricantes de tecnologia e instituições académicas, no sentido de desenvolver novas fontes de combustível com baixas emissões de carbono. Estamos a investir no nosso futuro,” afirmou Pierfrancesco Vago, diretor da CLIA.

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