easyJet chega a acordo de princípio com Apollo e afasta proposta da Castlelake

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A easyJet anunciou esta sexta-feira ter alcançado um “acordo de princípio” com o fundo norte-americano Apollo para uma eventual aquisição da companhia aérea britânica, numa operação que avalia a empresa em 5.700 milhões de libras (cerca de 6.700 milhões de euros) e que supera a proposta anteriormente apresentada pela Castlelake.

Segundo a transportadora, a oferta da Apollo prevê o pagamento de 7,15 libras por ação (cerca de 8,38 euros), acima das 6,90 libras (8,08 euros) oferecidas pela Castlelake. A companhia considera que esta proposta “oferece um resultado melhor para os acionistas da easyJet, proporcionando-lhes um valor em dinheiro superior” ao da oferta rival, acrescentando que já não está disposta a considerar a proposta anteriormente apresentada.

No início desta semana, a Castlelake tinha anunciado um acordo preliminar para adquirir a companhia aérea low cost, numa operação que avaliava a easyJet em cerca de 5.200 milhões de libras (aproximadamente 6.084 milhões de euros). Tratava-se da quinta proposta apresentada pelo fundo norte-americano, depois de quatro ofertas anteriores terem sido rejeitadas. A Castlelake detém atualmente uma participação de 2,14% na companhia, através dos fundos que gere.

Em comunicado, o conselho de administração da easyJet refere estar disposto a recomendar aos acionistas “os termos financeiros” da proposta da Apollo, desde que seja apresentada uma oferta formal até 7 de agosto.

A companhia considera que a operação “oferece uma combinação atraente de valor, alinhamento estratégico e gestão de longo prazo”.

No mesmo comunicado, a easyJet adianta que a Apollo apoia a estratégia atualmente seguida pela companhia, acreditando na evolução e reforço do modelo de negócio de companhia aérea de baixo custo, “principalmente através do aumento da capacidade da frota, da melhoria dos serviços auxiliares e dos programas de fidelização, assim como do desenvolvimento da Holidays como fonte de receita estruturalmente diferenciada”.

O anúncio surge numa altura em que a transportadora enfrenta um contexto operacional mais desafiante. A easyJet apresentou recentemente um prejuízo superior ao registado no mesmo período do ano passado no primeiro semestre do seu exercício fiscal, encerrado em maio, atribuindo esse desempenho às consequências do conflito no Médio Oriente e alertando que o segundo semestre também deverá ser afetado.

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