Os proveitos totais do alojamento turístico aumentaram 5,2% no segundo trimestre, para 2,1 mil milhões de euros, enquanto o número de hóspedes cresceu 2,3%, para 9,4 milhões, e as dormidas aumentaram 1,2%, para 23,3 milhões, segundo os dados divulgados esta sexta-feira, 14 de agosto, pelo Instituto Nacional de Estatística (INE).
Entre abril e junho, a evolução do número de hóspedes e das dormidas compara com aumentos de 1,6% e 1,4%, respetivamente, face ao primeiro trimestre.
Os proveitos de aposento totalizaram 1,6 mil milhões de euros, mais 4,5% em termos homólogos, depois de terem aumentado 5,3% face ao trimestre anterior.
Os mercados externos mantiveram-se predominantes, representando 71,9% do total de dormidas, com 16,7 milhões, mais 0,5% do que no segundo trimestre de 2025. Já as dormidas de residentes aumentaram 3,2%, para 6,5 milhões, acelerando o crescimento pela primeira vez desde o segundo trimestre do ano passado.
Por regiões, a Grande Lisboa apresentou a maior dependência dos mercados externos, com as dormidas de não residentes a representarem 82,5% do total. Seguiram-se a Região Autónoma da Madeira, com 82,1%, e o Algarve, com 81,6%.
Em sentido contrário, o Centro e o Alentejo registaram as menores proporções de dormidas de não residentes, com 32,6% e 34,6%, respetivamente.
O Algarve concentrou a maior parcela das dormidas no segundo trimestre, com 27,2% do total, seguindo-se a Grande Lisboa, com 23,4%, e o Norte, com 18,5%.
No caso dos residentes, as dormidas concentraram-se sobretudo no Norte, que representou 22,6% do total. Entre os não residentes, o Algarve foi a região com maior peso, responsável por 30,9% das dormidas.
Por segmentos de alojamento, a hotelaria, que representou 81,5% do total, registou um crescimento de 1,6%. O turismo no espaço rural e de habitação aumentou 3,2% e representou 4,0% do total. Em sentido contrário, o alojamento local, responsável por 14,5% do total, registou uma diminuição de 1,2%.
No emprego, a remuneração bruta mensal por trabalhador no setor do alojamento aumentou 5,7% no segundo trimestre, face ao mesmo período de 2025, para 1.451 euros. O valor ficou, ainda assim, 384 euros abaixo da média da economia.
No conjunto da economia, a remuneração bruta mensal por trabalhador aumentou 5,1% no mesmo período.
O INE salienta, contudo, que os resultados do segundo trimestre poderão ter sido influenciados pela estrutura móvel do calendário, nomeadamente pelo efeito associado ao período da Páscoa.




