Quinta Solar da Pousada vai dar lugar a hotel rural de quatro estrelas num investimento de 3,2M€

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O Governo deu “luz verde” à instalação de um hotel rural de quatro estrelas na Quinta Solar da Pousada, em Amarante. O projeto, promovido pela SCOF II Investments, representa um investimento de cerca de 3,2 milhões de euros.

Segundo publicação em Diário da República, o Ministério da Economia “declara o relevante interesse público da pretensão requerida pela Scof II Investments [empresa] para a utilização não agrícola de 14.733,32 metros quadrados de solos abrangidos pelo regime jurídico da Reserva Agrícola Nacional (RAN) para a instalação de um hotel rural de 4 estrelas na Quinta Solar da Pousada, freguesia de Fregim, concelho de Amarante”, no distrito do Porto.

Com uma área de cerca de 12,77 hectares, a Quinta da Casa da Pousada tem cariz agrícola, com produção própria de vinhos e aguardentes. A propriedade integra um solar, jardim, áreas de vinha, olival, culturas arvenses e hortícolas, bem como dez construções destinadas a habitação e ao apoio à atividade agrícola. A quinta dispõe ainda de piscina, espigueiro e várias infraestruturas hidráulicas, entre canais, minas, represas, tanques, lagos e um moinho.

O projeto prevê a criação de uma unidade hoteleira com capacidade para 65 camas, distribuídas por 19 unidades de alojamento. Destas, seis suítes ficarão localizadas no solar, enquanto as restantes unidades incluem quatro suítes, sete moradias e dois apartamentos nas edificações anexas.

O empreendimento contará ainda com restaurante, bar, receção, áreas de serviço, espaço para eventos, piscina exterior e estacionamento. 

A intervenção será concretizada através da reconstrução e ampliação das edificações existentes, da recuperação das infraestruturas hidráulicas e da alteração do uso habitacional e agrícola para uso turístico, num investimento que ronda os 3,2 milhões de euros e implica a criação de cinco novos postos de trabalho.

Na fundamentação da decisão, o Ministério da Economia destaca que o projeto recebeu parecer favorável, por unanimidade, da Entidade Nacional da Reserva Agrícola.

Também o Turismo de Portugal emitiu parecer favorável, reconhecendo o “mérito do projeto” e considerando que a intervenção assenta “no aproveitamento integral de um imóvel com valia patrimonial, com a manutenção da vocação agrícola da propriedade e a promoção da gastronomia e vinhos”.

Por sua vez, a Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Norte (CCDR-N) considerou que o empreendimento contribui para a promoção da atividade turística em Amarante, para a criação de emprego e para o desenvolvimento económico da região.

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