O presidente da Câmara Municipal do Porto, Pedro Duarte, voltou a abordar as questões de segurança na cidade, para garantir que o Município está, em conjunto com a Polícia de Segurança Pública (PSP) e a Polícia Municipal (PM), a reforçar o plano para combater a “disseminação da pequena criminalidade”.
“Tive uma reunião com o próprio primeiro-ministro [em maio] em que delineámos uma estratégia, um plano. Aqui, na cidade, temos trabalhado de forma muito intensa, quer com a PSP, quer com a Polícia Municipal, para também operacionalizarmos um plano de intervenção no terreno, que está a começar a ter os primeiros sinais, que vai intensificar-se, agora, em setembro e vai concretizar-se mais para o final do ano, quando tivermos, também, mais efetivos policiais”, destacou Pedro Duarte em declarações prestadas numa visita à Feira do Livro do Porto.
O presidente da Câmara afirmou que “quem vive na cidade, se calhar, já percebeu que a presença policial é agora muito superior”, garantindo que o plano já está no terreno.
“As intervenções junto de áreas onde o tráfico de droga é mais intenso e onde há situações de consumo na rua também são evidentes. (…) Temos tido já uma intervenção muito ativa e vamos continuar a intensificá-la, de uma forma que, por razões de segurança, não podemos antecipar nem divulgar excessivamente”, acrescentou.
Pedro Duarte elogiou ainda o “trabalho muito sério” da PSP e da Polícia Municipal em prol de, “gradualmente, alterar a circunstância na cidade do Porto”, essencialmente relacionada “com o tráfico de droga”.
O autarca portuense lembrou que foi “muito criticado” há um ano, em campanha eleitoral, por mencionar o problema da “disseminação de pequena criminalidade que tem impacto muito grande, inaceitável, na vida das pessoas” e considerou que os números agora divulgados comprovam a realidade de que então falava.
O presidente da Câmara reforçou ainda a vontade de reforçar a Polícia Municipal em cerca de 80 efetivos, um “processo que está a decorrer”, em fase final, prevendo que possam ser incorporados até final do ano, e quanto à PSP ficou identificada a incorporação futura, também em dezembro, de “mais 200 polícias no Comando Metropolitano do Porto”.




