A procura global por viagens aéreas aumentou 0,2% em julho face ao mesmo mês de 2025, enquanto as companhias aéreas europeias registaram um crescimento de 3,1% na procura internacional, impulsionado sobretudo pela forte recuperação das ligações entre a Europa e a Ásia. Os dados foram divulgados esta segunda-feira, 31 de agosto, pela Associação Internacional de Transporte Aéreo (IATA).
A nível global, a capacidade aumentou 0,3% em termos homólogos e o fator médio de ocupação fixou-se em 85,2%, menos 0,1 pontos percentuais do que em julho de 2025. Excluindo o Médio Oriente, o crescimento da procura mundial foi de 1,2%.
“O pico da temporada de verão no hemisfério norte apresenta um cenário maioritariamente positivo para o transporte aéreo”, afirmou Marie Owens Thomsen, vice-presidente sénior de sustentabilidade e economista-chefe da IATA. Segundo a responsável, o crescimento global foi alcançado apesar das quebras registadas pelas transportadoras da América do Norte e do Médio Oriente.
Europa destaca-se nas ligações internacionais
No mercado internacional, a procura global recuou 0,1% em julho, enquanto a capacidade aumentou 0,3%. No entanto, excluindo as transportadoras do Médio Oriente, a procura internacional cresceu 1,5%.
As companhias aéreas europeias registaram um aumento homólogo de 3,1% da procura internacional, acompanhado por uma subida de 3,2% da capacidade. O fator de ocupação situou-se em 87,1%, um dos mais elevados entre as regiões analisadas pela IATA.
O destaque foi para o corredor Europa–Ásia, onde o tráfego de passageiros cresceu 12,1%, a maior expansão entre as principais ligações internacionais em julho.
Em sentido contrário, as companhias norte-americanas registaram uma quebra de 2,3% na procura internacional, refletindo um recuo de 2,2% no corredor transatlântico, com diminuições do tráfego provenientes do Reino Unido, França e Espanha. Já as transportadoras do Médio Oriente viram a procura internacional cair 9,5%, embora a IATA sublinhe que a recuperação dos hubs do Golfo continua em curso e que as quebras estão a moderar-se face aos meses anteriores.
Nos mercados domésticos, a procura aumentou 0,6% em julho e a capacidade cresceu 0,2%, elevando o fator de ocupação para 85,3%.
Entre os principais mercados internos, o Brasil destacou-se com um crescimento de 6% na procura, seguido da China, onde a procura aumentou 5,3%. Em sentido inverso, a Índia registou a maior quebra (-6,3%), enquanto Estados Unidos e Austrália apresentaram recuos de 0,5%.
A IATA acrescenta que, apesar dos elevados custos do combustível, da incerteza económica e das tensões geopolíticas, as companhias aéreas mantêm uma perspetiva positiva para os próximos meses. Um dos indicadores dessa confiança é a previsão de um aumento de quase 3% da capacidade aérea em setembro, em comparação com o mesmo mês do ano passado.




