A Associação Internacional de Transporte Aéreo (IATA) publicou esta segunda-feira, 7 de setembro, as edições de 2027 dos seus manuais de carga e operações em terra, que introduzem novas regras para o transporte de baterias e power banks, além de orientações para a utilização de biometria nos aeroportos e para equipamentos autónomos de assistência em terra.
Entre as principais alterações às Dangerous Goods Regulations (DGR) estão novas restrições e requisitos aplicáveis a baterias suplentes e power banks. A atualização contempla também novas obrigações para os operadores relativamente a equipamentos auxiliares de mobilidade alimentados por baterias de lítio com capacidade superior a 300 Wh.
As regras relativas ao transporte de baterias também passam a contemplar baterias híbridas que combinam células de iões de lítio e de iões de sódio. A IATA reviu ainda as instruções de embalagem, nomeadamente para baterias de sódio e protótipos, e passa a exigir que a marcação das baterias seja colocada na mesma superfície da embalagem que as restantes etiquetas de perigo aplicáveis.
Na área das operações aeroportuárias, a edição de 2027 do Airport Handling Manual inclui novas orientações para a utilização de biometria em viagens sem contacto, abrangendo os processos nos diferentes pontos de contacto com os passageiros e questões relacionadas com privacidade e ética. O manual passa também a incluir disposições para a utilização de equipamentos autónomos de assistência em terra junto às aeronaves.
A IATA reforçou ainda as ferramentas digitais associadas aos seus manuais. Entre as soluções apresentadas está o Digital Load Verification, destinado à verificação das operações de carregamento das aeronaves. Segundo a associação, a tecnologia permite reduzir os erros de carregamento em mais de 80% e os atrasos relacionados com estas operações até 30%.
As edições de 2027 introduzem também novas ferramentas digitais para verificar a conformidade no transporte de animais vivos e gerir declarações de mercadorias perigosas, além de novas funcionalidades para a classificação e transporte de baterias. A IATA prevê que estas soluções recorram progressivamente a inteligência artificial para integrar as normas nos processos operacionais.
“As revisões dos nossos manuais para 2027 refletem os avanços na tecnologia, regulamentação e necessidades dos clientes”, afirma Frederic Leger, vice-presidente sénior de produtos e serviços da IATA. O responsável explica que a associação está focada no desenvolvimento de ferramentas que integrem as normas nos “processos e atividades críticos que sustentam as operações de carga e em terra”.
No transporte de animais vivos, a atualização inclui ainda novos procedimentos de limpeza e desinfeção dos compartimentos de carga das aeronaves. O manual Live Animals Regulations passa também a estar disponível em português, na sequência da sua adoção pelo Brasil.




