A Tourism Sustainability Certifications Alliance (TSCA) lançou os TSCA Minimum Standards, um novo referencial que estabelece requisitos mínimos comuns para a certificação de sustentabilidade de empresas e destinos turísticos a nível global. Os membros fundadores da aliança já certificaram, em conjunto, mais de 19 mil empresas, organizações e destinos em todo o mundo.
Os novos standards procuram criar uma base comum entre os diferentes sistemas de certificação, mantendo a possibilidade de cada entidade certificadora aplicar metodologias próprias e requisitos adicionais. “Numa época em que a procura por viagens mais sustentáveis está a crescer, as empresas e os viajantes devem poder confiar que uma certificação de sustentabilidade representa algo significativo, independentemente do local do mundo onde é atribuída”, afirma Elissa Keenan, presidente da TSCA.
O referencial divide-se em dois standards. O Tourism Business Standard, dirigido a empresas do setor, incluindo unidades de alojamento e operadores turísticos, estabelece critérios em quatro áreas: gestão da sustentabilidade, direitos laborais e condições de trabalho, comunidade local, e ambiente e biodiversidade.
Já o Destination Standard, destinado à certificação de destinos turísticos, organiza os requisitos em torno da gestão do destino, ambiente, dimensão sociocultural e economia. Em conjunto, os dois referenciais estabelecem os requisitos de base a cumprir para obter uma certificação através dos sistemas dos membros da TSCA.
Segundo a organização, a iniciativa surge num contexto de maior exigência sobre o desempenho das empresas em matéria de sustentabilidade e sobre as alegações ambientais que comunicam. A TSCA aponta os novos enquadramentos regulamentares, nomeadamente a legislação de proteção dos consumidores e as normas relativas às alegações ambientais, como fatores que têm aumentado a necessidade de harmonização dos sistemas de certificação.
“Com base em décadas de experiência conjunta das principais organizações de certificação, a TSCA criou standards que podem ser implementados em diferentes mercados e destinos turísticos”, explica Elissa Keenan, acrescentando que o objetivo passa por contribuir “para uma maior consistência entre os sistemas de certificação” e reforçar “a confiança nas alegações de sustentabilidade feitas em todo o setor do turismo”.
Os TSCA Minimum Standards foram desenvolvidos através de duas rondas de consulta, que envolveram entidades certificadoras, empresas turísticas, associações empresariais, organizações não governamentais e especialistas em sustentabilidade.
As organizações que integram a TSCA comprometeram-se agora a incorporar estes requisitos mínimos nos respetivos programas de certificação, embora possam continuar a aplicar critérios adicionais.
Criada em 2024, a Tourism Sustainability Certifications Alliance reúne organizações de certificação de sustentabilidade na área das viagens e turismo e tem como objetivo harmonizar critérios e standards utilizados no setor, através da criação de uma base comum para os diferentes sistemas de certificação.




