A Google removeu a secção de alojamentos para férias da página de resultados da pesquisa para utilizadores do Espaço Económico Europeu (EEE), no âmbito das alterações em curso para dar cumprimento à Lei dos Mercados Digitais (DMA).
Anteriormente, esta funcionalidade permitia que os estabelecimentos elegíveis aparecessem no Google Travel.
Em declarações ao PhocusWire, Nick Fox, vice-presidente sénior de knowledge and information da Google, afirmou que as alterações têm um impacto negativo na experiência de pesquisa.
“Estas alterações prejudicam a experiência do utilizador para os europeus — favorecendo os intermediários online em detrimento das empresas locais e removendo funcionalidades úteis com as quais as pessoas contam diariamente”, afirmou Fox, acrescentando que os utilizadores fora da UE não são afetados.
A Google afirmou também que as alterações da DMA prejudicam as empresas locais e os fornecedores ao removerem as ferramentas de pesquisa direta.
O software de gestão imobiliária Hospitable acrescentou, numa publicação citada pelo PhocusWire, que, com esta alteração, os anfitriões de alugueres para férias sediados no EEE “deixarão de receber impressões, cliques ou reservas através do GVR (Google Vacation Rental) na pesquisa do Google”.
“Os feeds de alugueres para férias podem continuar a alimentar outras plataformas do Google, como o Maps e o google.com/hotels, e os anúncios permanecem ativos para o tráfego fora do EEE”, lê-se na publicação.
Patrick Andrae, cofundador e CEO da HomeToGo, plataforma alemã de comparação de alojamento, classificou esta medida como “um raio de esperança para a concorrência leal” numa publicação no LinkedIn citada pelo PhocusWire. Os comentadores da publicação também afirmaram que a alteração do Google “já devia ter sido feita há muito” e que era “uma questão de tempo”.
Os esforços da Google para cumprir a DMA remontam a vários anos, tendo a empresa apresentado 20 alterações à pesquisa no final de 2024.




